Domingo, 31 de maio de 2009 - 16h08
Dados divulgados ontem pelo Fórum Humanitário Global (FHG) mostram que 315 mil pessoas morrem a cada ano por problemas climáticos. As mortes ocorrem por desastres naturais, doenças e fome.Santa Catarina já viveu episódios do gênero. O mais recente foi em novembro do ano passado, quando alagamentos e deslizamentos de terra por causa de longo período de chuva causaram a morte de 135 pessoas e deixaram mais de 80 mil desabrigadas. A região mais atingida foi o Vale do Itajaí, sobretudo os municípios de Ilhota, Gaspar e Blumenau. O Estado, para citar outro caso, é o único do país atingido por furacão a região Sul foi afetada. O estudo da FHG mostra que, até 2030, o número deve subir para 500 mil mortos anuais.
Mais: 325 milhões de pessoas, também anualmente, são afetadas seriamente pela mudança climática.Em termos financeiros, os prejuízos decorrentes do aquecimento global já superam US$ 125 bilhões (R$ 246,8 bilhões) por ano, podendo chegar a US$ 340 bilhões (R$ 671,3 bilhões) dentro de 20 anos.Impacto deve ser maior do que o relatório prevêO presidente da FHG, Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, define, em nota, a mudança climática como "o maior dos novos desafios humanitários, causando sofrimento para centenas de milhões de pessoas no mundo todo". E explica:
Os primeiros atingidos e os mais afetados são os grupos mais pobres do mundo, embora eles pouco tenham feito para causar o problema.Annan defendeu que a conferência climática de dezembro da ONU, em Copenhague, aprove um tratado eficaz, justo e compulsório para substituir o Protocolo de Kyoto.
Copenhague precisa ser o acordo internacional mais ambicioso já negociado. A alternativa é a fome em massa, a migração em massa e a doença em massa escreveu Annan na introdução do relatório.O estudo alerta, ainda, que o real impacto do aquecimento global deve ser muito mais grave do que o texto prevê, já que sua base são os cenários mais conservadores estabelecidos pela ONU.Novas pesquisas científicas apontam para uma mudança climática maior e mais rápida.O relatório pede especial atenção às 500 milhões de pessoas consideradas extremamente vulneráveis, por viverem em países pobres propensos a secas, inundações, tempestades, elevação do nível dos mares e desertificação.Dos 20 países mais vulneráveis, 15 ficam na África.
(Fonte: BBC)
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