Porto Velho (RO) quarta-feira, 8 de abril de 2020
×
Gente de Opinião

Mundo - Internacional

ONU: ataques contra hospitais em Alepo são crimes de guerra



Da Agência Lusa

Os ataques contra hospitais e os cercos que provocaram fome em Alepo, no norte da Síria, constituem crimes de guerra e os seus autores devem ser levados à justiça, afirmaram hoje (5) altos funcionários das Nações Unidas.

Os 15 membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) reuniram-se para discutir a situação de Alepo, cidade devastada pelos combates entre o regime sírio e os rebeldes, para onde os Estados Unidos e a Rússia negociaram hoje uma trégua de dois dias.

“Vou ser absolutamente claro: os ataques deliberados e diretos contra hospitais são crimes de guerra”, afirmou o secretário-geral adjunto da ONU para os Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman. “Utilizar a fome como arma de guerra é um crime de guerra”, salientou.

Ataques a hospitais

Jeffrey Feltamn disse que o Tribunal Penal Internacional em Haia deve abrir um inquérito sobre eventuais crimes de guerra cometidos na Síria.
O responsável pelas operações humanitárias da ONU, Stephen O’Brien, condenou os “ataques indesculpáveis e profundamente perturbadores” a instituições médicas de Alepo.

Os responsáveis por aqueles atos “devem entender que tais ações não podem ser e não serão esquecidas”, afirmou, apelando para que os responsáveis sejam levados à justiça.

Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido acusaram o regime sírio de ter alimentado a escalada de violência, enquanto a Rússia, aliada de Damasco, destacou o papel de Bashar al-Assad contra os grupos terroristas em Alepo.

“O regime já realizou mais de 300 bombardeios, 110 tiros de artilharia e lançou 18 mísseis e 68 bombas sobre a cidade nas últimas duas semanas”, denunciou a embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power.

O vice-embaixador da Síria na ONU, Mounzer Mounzer, afirmou que o que o governo sírio tem feito na cidade de Alepo é “simplesmente cumprir a sua obrigação de proteger os seus cidadãos contra o terrorismo.”

Calma relativa

Na cidade de Alepo, há nesta manhã uma “calma relativa” depois de ter sido decretada uma trégua parcial negociada pelos Estados Unidos e a Rússia e que entrou em vigor durante a madrugada.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, durante a madrugada de hoje houve disparos feitos por grupos extremistas contra o bairro de Al Midan e que fizeram um morto e vários feridos.

Uma organização de direitos humanos, com sede em Londres, admite, no entanto, que o número de vítimas mortais do ataque pode aumentar porque alguns civis ficaram feridos com gravidade. Residentes nas áreas controladas pelo governo disseram  que os ataques diminuíram de intensidade desde quarta-feira.
Ao contrário do que tem sido frequente nos últimos dias, a Força Aérea de Damasco não realizou operações de bombardeio contra as zonas dominadas pelos extremistas.

A trégua vai se prolongar durante 48 horas, de acordo com o anúncio do Comando Supremo das Forças Armadas Sírias. Desde 22 de abril, morreram 248 civis vítimas dos confrontos em Alepo, de acordo com as informações recolhidas pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos

Mais Sobre Mundo - Internacional

Pesquisa mostra características de pessoas infiéis

Pesquisa mostra características de pessoas infiéis

Pesquisadores de universidades americanas sugerem que os potenciais infiéis têm um perfil: Apresentam níveis educacionais e financeiros acima da méd

O minério Niobium da Amazônia brasileira desperta cobiça internacional por ser estratégico para as indústrias

O minério Niobium da Amazônia brasileira desperta cobiça internacional por ser estratégico para as indústrias

Quem pensa que o presidente francês Emmanuel Macron foi o primeiro presidente de uma potência europeia a questionar a soberania brasileira sobre a 

Suicídio - OMS alerta para adoção de estratégias de prevenção

Suicídio - OMS alerta para adoção de estratégias de prevenção

Dos 183 países integrantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 38 pesquisados pelo organismo, entre eles o Brasil, contam com uma estratégia