Porto Velho (RO) domingo, 14 de agosto de 2022
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Morales reafirma que não firmará TLC com os EUA ou qualquer outro país


Agência O Globo LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, reafirmou, nesta quinta-feira, que seu governo não firmará um Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos nem com outros países, porque quer impulsar acordos "justos" que beneficiem os pequenos produtores. - Não vai haver nenhum Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos, nem nenhum outro país - disse Morales, durante um ato realizado no estádio da cidade de Sucre, onde distribuiu tratores a sindicatos agrícolas. Segundo ele, os acordos comerciais que os Estados Unidos busca firmar país com país são uma réplica, em menor escala, da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) , impulsionada pelo governo americano há uma década, ainda sem resultados. - Essa luta não é em vão, o movimento campesino, o movimento popular apoiado pelo (dirigente cubano) Fidel Castro, por Hugo Chavez (presidente da Venezuela), derrotou a ALCA - disse Morales, ao assinalar a vitória contra a livre importação. Evo afirmou que, como alternativa, apresentou o Tratado de Comércio dos Povos (TCP), que busca um intercâmbio "justo" para que o mercado beneficie os pequenos produtores, associações e cooperativas camponesas. O objetivo do pacto alternativo é que nem só dos grandes agroindustriais sejam beneficiados, já que recebem muitos subsídios do governo. Destacou que, para enfrentar a ALCA, existe a Alternativa Bolivariana das Américas (ALBA), que agrupa a Venezuela, Cuba, Nicarágua e Bolívia, os mesmos países que assinaram o TCP impulsionado por Morales. Em vez de um tratado de livre comércio com os EUA, o governo boliviano realiza gestões para conseguir que as autoridades americanas ampliem a vigência da Lei de Preferências Tarifárias Comerciais Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA), que expira no final de junho próximo. Esta norma, que permite exportações ao mercado americano até US$ 350 milhões sem pagar impostos, beneficia as indústrias na Bolívia, que geram 34.000 empregos diretos e mais de 70.000 indiretos.

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