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Morales: Lula continua sendo 'como um irmão mais velho'


Agência O Globo LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta quinta-feira que a nacionalização dos hidrocarbonetos avançou a uma terceira etapa com a compra, por US$ 112 milhões, das duas refinarias da Petrobras estatizadas no ano passado. Morales confirmou o fim da dura negociação com empresa brasileira num ato realizado no Palácio do Governo de La Paz, o qual contou com a presença de todo o seu gabinete e de membros do corpo diplomático, das Forças Armadas e da Polícia. Segundo o governante, o contrato de transferência das refinarias será imediatamente providenciado. As instalações em questão são a Gualberto Villarroel, localizada no departamento central de Cochabamba, e a Guillermo Elder Bell, que fica em Santa Cruz de la Sierra. Ambas foram compradas pela Petrobras há sete anos, por US$ 104 milhões. De acordo com a companhia brasileira, foram feitos investimentos adicionais de US$ 19 milhões em infra-estrutura e tecnologia para aumentar a quantidade e melhorar a qualidade dos carburantes produzidos nas duas refinarias. Essas duas unidades foram nacionalizadas por Morales no dia 1º de maio do ano passado. Desde então, o Governo boliviano e a Petrobras vinham mantendo árduas e complexas negociações para definir o preço da transferência. Morales disse que, após a assinatura do contrato de compra e venda, serão feitos investimentos nas refinarias para melhorar a qualidade de seus produtos. Além disso, ele analisa a possibilidade de fundar novas unidades de refino em outros pontos do país. - Se com o presidente Lula resolvemos problemas mais graves, como não vamos resolver esta questão da recuperação das refinarias? - disse Morales ao frisar que suas relações com o presidente brasileiro continuam sendo "excelentes". - Somos dois países vizinhos, dois países irmãos. Depois deste resultado, o companheiro Lula continua sendo como um irmão mais velho. A um país como o Brasil, reconhecemos seu avanço e sua liderança regional. Mas sinto que também é importante que um país desenvolvido, nesta conjuntura, dê sua cooperação para que a Bolívia se erga - acrescentou. Morales também disse hoje que a recuperação das refinarias significava o avanço de seu projeto de nacionalização a uma terceira etapa, em alusão aos passos dados, primeiro, com a recuperação do controle dos hidrocarbonetos e do negócio petroleiro pelo Estado e, depois, com a assinatura de 44 novos contratos com 12 companhias multinacionais. Horas antes do acordo, Morales anunciou aos jornalistas que a Petrobras "tinha baixado bastante" suas pretensões, ao reduzir os US$ 200 milhões que cobrava inicialmente para US$ 153 milhões, US$ 135 milhões e, finalmente, US$ 112 milhões. Depois de vários meses de conversas, a venda foi precipitada esta semana quando Morales decidiu no domingo tirar a Petrobras do negócio de exportação de petróleo reconstituído e "gasolinas brancas", que garantia à estatal brasileira uma receita de US$ 70 milhões ao ano. Morales voltou a destacar a vontade política de seu Governo e a de seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula Da Silva, acima dos temas econômicos e das negociações técnicas realizadas com intensidade nas últimas horas. Em Brasília, o ministro das Minas e Energia do Brasil, Silas Rondeau, expressou a satisfação do Governo de seu país com o acordo e destacou que "o diálogo prevaleceu". No processo de nacionalização iniciado no ano passado, ainda resta a recuperação do controle das petrolíferas Andina, filial da hispano-argentina Repsol YPF; Chaco, subsidiária da BP; Transredes, filial da Shell e da Ashmore; e Companhia Logística de Hidrocarbonetos, na qual há capitais do Peru e da Alemanha.

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