Porto Velho (RO) sexta-feira, 10 de abril de 2020
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Mito gera polêmica 40 anos após morte


Havana – Ernesto Che Guevara, lenda revolucionária do século 20, foi morto em 9 de outubro de 1967, na Bolívia e hoje, 40 anos depois de sua morte, o mito daquele que tentou propagar o fogo da rebelião pela América Latina permanece vivo, embora ainda gere controvérsias.
Em Cuba, Bolívia, Venezuela, México, Nicarágua, na Argentina e em outros países onde seus ideais são reivindicados por movimentos sociais ou pela esquerda no poder, serão realizados atos políticos, marchas, shows, mostras de cinema, feiras e exposições fotográficas.
Santa Clara, cidade tomada por Guevara em 1958 durante a revolução dirigida por Fidel Castro, e onde seus restos se encontram guardados desde outubro de 1997, será o principal cenário da homenagem em Cuba, terra que fez de Che uma figura mítica.
Reivindicando a “luta antiimperialista”, a Bolívia do líder indígena Evo Morales organizou um tributo em Vallegrande, onde foram encontrados os restos de Che em julho de 1997, e na aldeia de La Higuera, onde o líder revolucionário foi capturado aos 39 anos por um soldado sob ordens do então presidente boliviano, general René Barrientos.
Ernesto Guevara de la Serna, o Che, nasceu em 14 de junho de 1928 em Rosário, na Argentina. Apesar da vontade de estudar engenharia, Guevara ingressa em 1948 na Universidade de Buenos Aires para estudar medicina.
Em 1955, conhece Fidel Castro em uma viagem para o México. No ano seguinte, ele, Fidel e mais 80 rebeldes partiram para Cuba e se estabeleceram em Serra Maestra, onde iniciaram uma guerrilha de sucesso, que resultou na queda do presidente cubano Fulgêncio Batista, em 1959.
Decido a propagar os ideais da revolução comunista, segue para o Congo em 1965. No país africano, ele inicia uma guerrilha armada, com o apoio de alguns rebeldes cubanos, que logo fracassa.
O próximo passo de Che é a Bolívia, que, como quase todos os países latino-americanos na época, vivia sob ditadura militar, apoiada pelos EUA. Sem a ajuda dos camponeses locais e em dificuldades por causa do pequeno número de guerrilheiros, a incursão também fracassa.
No dia 8 de outubro de 1967, Che é capturado por militares bolivianos, que tiveram o apoio da CIA. No dia seguinte, 9 de outubro, é morto com oito tiros na pequena aldeia de La Higuera, onde seu corpo foi enterrado. Em 1997, seus restos mortais foram encontrados e transferidos para Santa Clara, em Cuba.

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