Porto Velho (RO) domingo, 24 de junho de 2018
×
Gente de Opinião

Mundo - Internacional

Maioria das prostitutas brasileiras no exterior é vítima de tráfico humano


Juliana Andrade
 Agência Brasil

Setenta mil brasileiras trabalham como prostitutas na América do Sul e em países como Espanha e Japão. A maioria delas é vítima de tráfico de seres humanos.

Os dados fazem parte do relatório Situação da População Mundial 2006, divulgado hoje (6) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Este ano, a publicação trata principalmente do tema mulheres e migração internacional.

O tráfico de seres humanos movimenta, mundialmente, entre US$ 17 bilhões e R$ 18 bilhões por ano, aponta o relatório. É a terceira atividade ilícita mais lucrativa, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas.

Em todo o mundo, o número de vítimas, entre homens e mulheres, chega a 2,45 milhões. Desse total, 80% são mulheres e meninas. Entre 600 mil e 800 mil, são pessoas traficadas por fronteiras internacionais.

A representante do UNFPA no Brasil, Tania Cooper Patriota, elogiou a iniciativa do governo de elaborar a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Segundo ela, a Organização das Nações Unidas (ONU) apóia a medida, cujas diretrizes que devem ser apresentadas ainda este mês.

"A vantagem que essa política teria é a maior atenção à prevenção do tráfico e a sanções contra as pessoas envolvidas. Ela tem várias dimensões, e uma delas também é a visibilidade maior desses problemas e a sensibilização das comunidades em relação ao assunto".

Um dos problemas que vítimas de tráfico humano enfrentam é o fato de, muitas vezes, os aliciadores apreenderem os documentos das mulheres. "Isso as deixa sem ter como fugir e sem poder se identificar quando estão tentando fugir".

Por isso, acrescenta Patriota, é importante que os países de destino ofereçam serviços de assistência a essas vítimas, e que elas recebam informações sobre onde podem buscar abrigo e ajuda até serem repatriadas.

Outra dificuldade é que, no caso das trabalhadoras domésticas, as migrantes não são protegidas por leis trabalhistas. De acordo com o relatório, apenas 19 países têm leis em vigor que protegem essas trabalhadoras.    

Mais Sobre Mundo - Internacional

ONU Mulheres condena assédio promovido por brasileiros na Rússia

ONU Mulheres condena assédio promovido por brasileiros na Rússia

Para a entidade, repercussão dos fatos mostra consciência do problema

Trump ameaça sobretaxar carros europeus em 20%

Trump ameaça sobretaxar carros europeus em 20%

Ele já tinha anunciado sobretaxa de produtos chineses para os EUA

ONU: mudança de opinião de Trump sobre crianças não tem sentido

ONU: mudança de opinião de Trump sobre crianças não tem sentido

"Entendemos que agora a prática será colocar as crianças com seus pais nos centros de detenção de imigrantes, e dissemos várias vezes que as crianças

Contra imigração, Trump quer abrigar 20 mil crianças em bases militares

Contra imigração, Trump quer abrigar 20 mil crianças em bases militares

As Forças Armadas dos EUA foram orientadas a se preparar para abrigar até 20 mil crianças imigrantes, à medida que o presidente tenta reverter uma pol