Porto Velho (RO) sexta-feira, 22 de junho de 2018
×
Gente de Opinião

Mundo - Internacional

Maior central sindical da história é criada em Viena


Agência O GloboVIENA - Mais de trezentas organizações sindicais fundaram, em Viena, a maior central sindical da história, com o objetivo de superar as divisões do passado e unidas enfrentar os desafios da globalização.Assim foi fundada a Confederação Sindical Internacional (CSI), com a participação de quase 1.700 delegados, comprometidos com a globalização da luta pelos direitos dos trabalhadores em todo o planeta, em uma resposta à globalização do capital.- Com plena consciência da transcendência histórica deste dia, declaramos fundada a CSI com 306 centrais sindicais nacionais de 154 países que representam 168 milhões de trabalhadores - disse Leroy Trotman, presidente do Grupo de Trabalhadores da Organização Internacional do Trabalho (OIT).Nessas circunstâncias, nasceu a maior central sindical do mundo e da história, no primeiro dia de seu congresso constituinte, após a aprovação da declaração de princípios e dos estatutos.Na CSI, cuja sede será Bruxelas, se fundem as antigas Confederação Internacional de Organizações Sindicais Livres (CIOSL) e a Confederação Mundial do Trabalho (CMT).- A evolução da economia desvalorizou o trabalho e, por outro lado aumentaram os direitos do capital, o que é inaceitável - declarou o chileno Juan Somavia, secretário-geral da OIT, em discurso especial no plenário.O cumprimento do programa de "trabalho decente" da OIT e dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas são duas das prioridades da nova confederação, que em seus estatutos "se compromete a assegurar um desenvolvimento econômico e social completo e igualitário para trabalhadores e trabalhadoras no mundo todo".José Elorrieta, secretário-geral do sindicato basco ELA, destacou que a criação da CSI "possibilitou a incorporação imediata de outras organizações muito importantes que ainda não eram filiadas a nenhuma central internacional".As centrais sindicais a que se referia Elorrieta são a CTA, da Argentina; CGT da França; CUT, da Colômbia; UWTA-CS, de Angola; FISEMA, de Madagascar; OPZZ, da Polônia; TUC-N, da Nigéria; e GEFONT, do Nepal entraram hoje como membros fundadores da CSI.- São muitas organizações, muito diferentes entre si, tanto por sua cultura, tamanho e forma de trabalho, e cada uma deverá contribuir com esta internacional com as questões de que é mais próxima - destacou .Elorrieta. O congresso despertou, além disso, fortes expectativas entre os sindicalistas da América Latina, que compareceram em grande número ao fórum a fim de fortalecer sua luta contra os problemas graves que afetam os trabalhadores do continente. A equatoriana Mariana Guambo Moreno, vice-presidente da Confederação Equatoriana de Organizações Sindicais Livres (CEOSL) e eleita hoje integrante da Comissão de Regulamento da CSI, expressou sua esperança de que a central internacional fortaleça a luta pela "reforma do código trabalhista" em seu país. - No Equador, não há direito à previdência social e, em muitos casos, os trabalhadores não recebem como pagamento nem sequer o salário mínimo vital estabelecido por lei - denunciou Guambo. A luta contra a discriminação da mulher em todo o mundo, a defesa dos direitos sindicais e o combate ao trabalho infantil são três tarefas que a CSI quer abordar imediatamente. Esta edição do congresso, que será realizado a cada quatro anos, terminará na sexta-feira, com a eleição dos diretores. Espera-se que o britânico Guy Ryder, até ontem secretário-geral da CIOSL, seja eleito secretário-geral, já que é o único candidato. - O dia de hoje marca o início de um movimento sindicalista rejuvenescido - disse Ryder.

Mais Sobre Mundo - Internacional

ONU: mudança de opinião de Trump sobre crianças não tem sentido

ONU: mudança de opinião de Trump sobre crianças não tem sentido

"Entendemos que agora a prática será colocar as crianças com seus pais nos centros de detenção de imigrantes, e dissemos várias vezes que as crianças

Contra imigração, Trump quer abrigar 20 mil crianças em bases militares

Contra imigração, Trump quer abrigar 20 mil crianças em bases militares

As Forças Armadas dos EUA foram orientadas a se preparar para abrigar até 20 mil crianças imigrantes, à medida que o presidente tenta reverter uma pol

Latuff mostra a nova face dos EUA

Latuff mostra a nova face dos EUA

O chargista Carlos Latuf fez uma ilustração mostrando crianças dentro de uma jaula, em referência à política "tolerância zero" do governo dos Estados

EUA: 49 crianças brasileiras estão em abrigos separadas dos pais

EUA: 49 crianças brasileiras estão em abrigos separadas dos pais

A informação é do cônsul-geral adjunto do Brasil em Houston, Felipe Santarosa, que concedeu entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC)