Porto Velho (RO) sexta-feira, 12 de agosto de 2022
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Europeus veem tragédia como 1º desafio de Dilma


 
O telejornal Heute, do também canal público ZDF, mostrou a agonia de parentes das vítimas da tragédia, relatos de sobreviventes, o trabalho de voluntários na retirada dos corpos e os abrigos improvisados. Ambos os programas citaram a cifra de 356 milhões de euros que o governo federal prometeu para ajudar as vítimas no Rio de Janeiro.

A edição online do jornal Frankfurter Algemeine Zeitung narrou os acontecimentos na região serrana do Estado como "a pior catástrofe natural da história" do Brasil. A publicação se ateve aos fatos, sem traçar um perfil social das localidades mais atingidas. O site citou a visita de Dilma Rousseff, "que caminhou a pé pela região" e "mostrou-se muito chocada" com a situação, descreveu o jornal.

No seu site, o Der Spiegel contou que "as ambulâncias e igrejas se transformaram em necrotério, e o odor dos cadáveres era intensificado pelo ar quente". O jornal também ressaltou o número de mortos, que ultrapassava os 500, e se sobrepunha à catástrofe de 1967 em Caraguatatuba, litoral de São Paulo, quando 436 pessoas morreram vítimas de um deslizamento.

Quem não pode mostrar a imagem do resgate de Ilair Pereira de Souza, descreveu com riqueza de detalhes a cena que rodou o mundo. Foi também o caso do jornal Süddeutsche Zeitung, que trouxe ainda uma galeria de fotos ilustrando a catástrofe.

Pela Europa

"O Brasil está de luto", diz o início do texto escrito pelo correspondente do jornal espanhol El País. Para a publicação, Dilma Rousseff está diante de sua "primeira prova desde que assumiu o cargo, em 1º de janeiro".

A reportagem do El País contou que "apesar dos apelos das autoridades às mais de 5 mil famílias para que deixassem suas casas, poucas atenderam o chamado, temendo que fosse roubado o pouco que ainda possuem". O jornal escreve que, devido às previsões de mais chuva, a situação está longe de estar sob controle, e que a tragédia "que pode ser qualificada de morte anunciada" não pode ser atribuída somente ao mau tempo, "mas sim a uma falta de prevenção e ao descuido de políticos locais, que permitem construir em zonas de risco".

O inglês The Guardian concorda que "essa á uma crise imediata para a presidente do Brasil". O jornal cita a fala de Dilma, que teria classificado o desastre não como um ato divino, mas uma tragédia em que a natureza não pode ser a única culpada. "Nós vimos áreas onde montanhas intocadas pelo homem se dissolveram. Mas também vimos lugares onde a ocupação ilegal causou danos à saúde e à vida das pessoas", reproduziu o jornal a declaração da presidente.

A publicação se ocupou em detalhar as condições em que viviam as populações mais afetadas, os bairros que desapareceram sob a lama, como a favela Campo Grande, em Teresópolis, e o depoimento de sobreviventes. Na França, os principais jornais também destacaram a tragédia fluminense. O Le Figaro estampava em sua página online uma galeria de fotos com os estragos causados pelas chuvas, a remoção de entulhos, a busca por sobreviventes e o enterro de vítimas.

Fonte: Portal Terra


 

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