Porto Velho (RO) segunda-feira, 15 de agosto de 2022
×
Gente de Opinião

Mundo - Internacional

Dilma pede respeito aos países do Brics


Renata Giraldi*
Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff apelou hoje (29) para que a comunidade internacional passe a respeitar e a valorizar mais os países que integram o Brics – grupo que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. Ela lembrou que apenas o bloco será responsável por 56% da economia do mundo, de acordo com previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI). Dilma condenou o protecionismo e defendeu a busca do crescimento econômico equilibrado em meio à crise atual e seus efeitos.

“Os [países do] Brics tornaram-se o mais importante motor da economia mundial”, ressaltou a presidenta, no encerramento da 4ª Cúpula do Brics, em Nova Delhi, na Índia. Ela lembrou ainda que os países desenvolvidos “exportaram a crise” para as demais regiões e a busca por soluções para a resolver o problema gerou o protecionismo mais intenso.

A presidenta fez um discurso de 14 minutos e uma declaração à imprensa ao lado dos demais líderes do Brics, ao final das reuniões ocorridas ao longo dessa quinta-feira. Ela tem ainda conversas bilaterais com os presidentes Hu Jintao (China) e Dmitri Medvedev (Rússia). Ontem (28), ela se reuniu com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

Dilma destacou que apenas as soluções exclusivas, adotadas por alguns governos, não são suficientes: “[Essas medidas] geram barreiras injustas”. A presidenta elogiou o socorro prestado pelo Banco Central Europeu a alguns países que apresentaram dificuldades. Segundo ela, é preciso estar em alerta sobre a precarização do mercado de trabalho, a recessão e as possibilidades de desemprego, consequência ainda da crise econômica mundial.

Em defesa do equilíbrio econômico, a presidenta ratificou a necessidade de reformas nos sistemas financeiros internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Dilma reiterou que é necessário que esses organismos reflitam o mundo atual. “[É preciso que] reflita o peso dos países emergentes. Os [países que compõem o] Brics têm muito a dizer sobre desenvolvimento econômico e o meio ambiente”, disse.

A presidenta lembrou também que os países desenvolvidos, como os Estados Unidos e vários da Europa, ainda enfrentam os impactos da crise econômica internacional. “O mundo avançado e dos países desenvolvidos não saiu da crise”, alertou. “[É fundamental] alterar a geometria da governança [política e econômica mundial].”

Dilma chegou anteontem (27) à Índia, onde fica até o dia 31 para participar da 4ª Cúpula do Brics. Nas reuniões compareceram, além de Dilma, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e os presidentes Hu Jintao (China), Dmitri Medvedev (Rússia) e Jacob Zuma (África do Sul). Todos concederam entrevista coletiva hoje.

*Colaborou Karla Wathier, de Nova Delhi, na Índia//Edição: Graça Adjuto
 

Mais Sobre Mundo - Internacional

Missão em Israel proporciona grande experiência de fortalecimento comercial com produtos de Rondônia

Missão em Israel proporciona grande experiência de fortalecimento comercial com produtos de Rondônia

Uma missão para um país como Israel, que se reinventou superando adversidades naturais e políticas, torna-se de grande relevância estratégica para est

Em Tel Aviv, potenciais de Rondônia são apresentados para empresários em Missão Internacional do Sebrae

Em Tel Aviv, potenciais de Rondônia são apresentados para empresários em Missão Internacional do Sebrae

A Missão Internacional Israel, promovida pelo Sebrae em Rondônia deve gerar grande frutos em breve. Empreendedores rondonienses compuseram a comitiv

Ômicron deve infectar mais da metade da Europa em 6 a 8 meses, segundo a OMS

Ômicron deve infectar mais da metade da Europa em 6 a 8 meses, segundo a OMS

Mais da metade da população europeia deve ser infectada pela variante Ômicron do coronavírus nas próximas seis a oito semanas, disse nesta terça-fei

MSF encontra 10 mortos em barco de madeira à deriva no Mediterrâneo

MSF encontra 10 mortos em barco de madeira à deriva no Mediterrâneo

Em 16 de novembro, durante uma difícil operação de busca e resgate a menos de 30 milhas náuticas da costa da Líbia no Mediterrâneo Central, a equipe