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Dilma apela por parcerias e relações mais equilibradas


Renata Giraldi
Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff apelou ontem (9) para que mais investimentos norte-americanos sejam feitos em território brasileiro, lembrando que o Brasil e os Estados Unidos são nações “jovens, multiétnicas e democráticas”. Ela ressaltou os esforços internos para superar a crise econômica internacional e o potencial do Brasil em pesquisas nas áreas de indústria aeronáutica, agricultura, pecuária e águas profundas, entre outras.

Associar as relações comerciais com as parcerias estratégicas é uma das metas da presidenta nesta visita aos Estados Unidos, que acaba hoje (10) em Boston. Dilma elogiou a “flexibilidade dos Estados Unidos” em reagir à crise e destacou a liderança norte-americana em tecnologia e inovação sustentada “nas forças democráticas”.

“Somos um país pronto para cooperar e estabelecer parcerias”, ratificou Dilma. “Temos confiança que saíremos dessa crise mais fortes e potencialmente mais pungentes”, acrescentou ela, referindo-se ao Brasil e ao restante do mundo, durante encontro com empresários brasileiros e norte-americanos, além de representantes de universidades. “[Mas temos de] equilibrar a produção do país com a exportação.”

Dilma reiterou que não se pode manter um déficit comercial acentuado, como foi a tendência nos últimos anos nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos. De 2007 a 2011, o intercâmbio comercial brasileiro com os norte-americanos cresceu 37%, passando de US$ 44 bilhões para US$ 60 bilhões.

De janeiro a fevereiro de 2012, o intercâmbio comercial dos Estados Unidos com o Brasil aumentou 20% em relação ao mesmo período de 2011, um aumento de US$ 7,9 bilhões para US$ 9,5 bilhões. As exportações brasileiras cresceram 38% e as importações, 6%, no mesmo período.

No segundo e último dia de visita aos Estados Unidos, a presidenta faz hoje palestras nas universidades de Massachusetts e Harvard. As duas instituições têm mulheres no comando. A presidenta aproveitará a oportunidade para assinar acordos inseridos no programa Ciência sem Fronteiras – que pretende enviar 100 mil pesquisadores brasileiros para o exterior até 2014, a maioria para instituições norte-americanas.

O governo brasileiro promete custear 75 mil bolsas e espera que a iniciativa privada viabilize outras 25 mil. O programa inclui desde bolsas sanduíche de graduação até pós-doutorados em 18 áreas de tecnologia, engenharia, biomedicina e biodiversidade.
 

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