Porto Velho (RO) sexta-feira, 19 de agosto de 2022
×
Gente de Opinião

Mundo - Internacional

Dilma abre hoje a Assembleia Geral das Nações Unidas


Renata Giraldi
Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff será a primeira governante a discursar hoje (25), em Nova York, na abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Ela pretende enviar uma série de mensagens à comunidade internacional, como a busca pelo fim de conflitos, como o da Síria, sem a intervenção militar. Também vai sugerir que os países se empenhem em executar as metas fixadas na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Dilma pretende ainda defender a necessidade de um esforço conjunto para tentar o reequilíbrio econômico no cenário internacional, atenuando os impactos da crise, principalmente nos países da zona do euro. A presidenta deverá também ressaltar que o Brasil sediará dois grandes eventos esportivos, a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016.

Antes do discurso, a presidenta conversa com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O discurso de Dilma deve ocorrer por volta das 10h (horário de Brasília). Ontem (24), ela se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso.

De acordo com Durão Barroso, eles conversaram sobre os impactos da crise econômica internacional na zona do euro e as medidas em discussão para conter esses efeitos, as possibilidades de ampliação do comércio entre o Brasil e a União Europeia, além de uma cúpula que ocorrerá no próximo ano em Brasília.

A presidenta chegou anteontem (23), de manhã, a Nova York. Nos últimos dias, o único compromisso oficial foi com Durão Barroso. Dilma se dedicou a finalizar o texto para o discurso de hoje. Ela viajou acompanhada pela filha Paula e por seis ministros.

No discurso hoje, a presidenta deverá reiterar a necessidade de respeitar a soberania interna e a ordem democrática - referências que dizem respeito diretamente à Síria e ao Paraguai. Na Síria, Dilma deverá defender o fim da violência, a busca da paz por meio do diálogo, o respeito aos direitos humanos e a não intervenção militar.

Dilma deverá, mais uma vez, apoiar o direito de a Palestina ser um Estado autônomo. Ela deve mencionar a necessidade de buscar um acordo de paz entre palestinos e israelenses por meio de negociações.

No âmbito regional, a presidenta deve ressaltar que atualmente na América Latina a integração está diretamente relacionada ao respeito à democracia. É uma referência à necessidade de preservar a ordem democrática, algo que os líderes latino-americanos suspeitam que não ocorreu no Paraguai durante a destituição do então presidente Fernando Lugo, em 22 de junho.
 

VOCÊ PODE GOSTAR

Missão em Israel proporciona grande experiência de fortalecimento comercial com produtos de Rondônia

Missão em Israel proporciona grande experiência de fortalecimento comercial com produtos de Rondônia

Uma missão para um país como Israel, que se reinventou superando adversidades naturais e políticas, torna-se de grande relevância estratégica para est

Em Tel Aviv, potenciais de Rondônia são apresentados para empresários em Missão Internacional do Sebrae

Em Tel Aviv, potenciais de Rondônia são apresentados para empresários em Missão Internacional do Sebrae

A Missão Internacional Israel, promovida pelo Sebrae em Rondônia deve gerar grande frutos em breve. Empreendedores rondonienses compuseram a comitiv

Ômicron deve infectar mais da metade da Europa em 6 a 8 meses, segundo a OMS

Ômicron deve infectar mais da metade da Europa em 6 a 8 meses, segundo a OMS

Mais da metade da população europeia deve ser infectada pela variante Ômicron do coronavírus nas próximas seis a oito semanas, disse nesta terça-fei

MSF encontra 10 mortos em barco de madeira à deriva no Mediterrâneo

MSF encontra 10 mortos em barco de madeira à deriva no Mediterrâneo

Em 16 de novembro, durante uma difícil operação de busca e resgate a menos de 30 milhas náuticas da costa da Líbia no Mediterrâneo Central, a equipe