Porto Velho (RO) sexta-feira, 19 de agosto de 2022
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Defender é diferente de proteger, afirma Dilma


Mariana Jungmann
Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff voltou hoje (14) a criticar a política monetária dos países da zona do euro no enfrentamento da crise econômica. Em discurso na abertura da 6ª Cúpula das Américas, na cidade colombiana de Cartagena, ela disse que o “tsunami monetário” provocado por essa política coloca em risco as indústrias da América Latina.

Embora reconhecendo o papel das ações expansionistas monetárias da região do euro para evitar os efeitos que uma grave crise de liquidez poderia ter no mundo, ela ressaltou que a política monetária, sozinha, contém "um fator de protecionismo que se caracteriza pelo fato de as moedas locais, quando não têm para onde ir, vão para aqueles mercados que são vistos como mais estáveis e que podem fazer uma arbitragem”. Dilma falou para uma plateia de chefes de Estado de 33 países, incluindo o dos Estados Unidos, Barack Obama.

A presidenta disse que as economias latinas estão mais fortes hoje do que em outros momentos, mas não são imunes aos efeitos da crise econômica mundial no emprego e no crescimento. Para Dilma, os países latinos devem se “defender” da expansão monetária que torna as moedas locais mais fortes, prejudicando a indústria.

“É claro que nós temos que tomar medidas para nos defender. Defender é diferente de proteger. Significa que não podemos deixar que nosso setor manufatureiro seja canibalizado”, afirmou Dilma. A solução é que os países superavitários assumam uma posição “virtuosa” de expansão do investimento para permitir a redução do desemprego e que a política monetária seja usada para sair da crise.

Dilma Rousseff falou ainda sobre a necessidade de articulação dos países latino-americanos para a integração logística, energética e da cadeia produtiva. Na opinião da presidenta, é preciso também que os países se unam para aumentar as fontes de investimento, evitando inflação e bolhas especulativas.

A 6ª Cúpula das Américas termina amanhã (15). Até lá os chefes de Estado deverão tratar de temas como desastres naturais, redução da pobreza, acesso e uso de tecnologias, segurança e integração.
 

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