Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Mundo - Internacional

Crise de refugiados domina debate eleitoral na Polônia



Da Agência Lusa

A divisão da Polônia sobre como lidar com a crise de refugiados na União Europeia esteve no centro de um debate ontem (20) entre os candidatos às eleições de domingo (25).

Candidatos de oito partidos falaram sobre a forma como a Polônia devia gerir o fluxo de refugiados que chegam à União Europeia, fugidos da guerra e instabilidade no Oriente Médio e Norte de África.

A primeira-ministra polaca Ewa Kopacz, do partido Plataforma Cívica, reiterou seu compromisso com a solidariedade europeia, mas sublinhou a importância de se reforçar as fronteiras do bloco.

“Acima de tudo vamos mostrar solidariedade com estas pessoas que estão fugindo do perigo ou da morte”, disse, acrescentando que a distinção entre refugiados e migrantes econômicos deve ser uma prioridade.

O Governo de Kopacz opôs-se a quotas obrigatórias mas aceitou acolher cerca de 5 mil das 120 mil pessoas a serem distribuídas entre os 28 Estados-Membros da União Europeia.

Já Beata Szydlo, do partido da oposição Lei e Justiça (PiS), defendeu que a Polônia “devia focar na ajuda humanitária e apoio financeiro aos países onde estas pessoas estão agora em risco”, destacando que o problema dos refugiados devia ser resolvido na fonte.

Duas pesquisas publicadas na semana passada deram ao PiS 32% e 36% das intenções de voto, à frente dos 22% da Plataforma Cívica, que tem visto a sua popularidade cair ao fim de oito anos no poder.

Pawel Kukiz, um roqueiro aposentado, líder do Movimento Kukiz'15, que conseguiu 20% dos votos nas eleições presidenciais de maio, disse que “estes são migrantes econômicos” e não refugiados.

Janusz Korwin-Mikke, do grupo Korwin, acusou Angela Merkel de “pedir que criemos campos de concentração para estes refugiados e os guardemos para que não fujam para a Alemanha”.

Adrian Zandberg, do pequeno partido de esquerda Together, instou a classe política a não ceder ao argumento do medo e pediu “decência” com os migrantes.

“Se estas pessoas que estão fugindo da guerra, da morte e da fome estão batendo à nossa porta, é nosso dever, como seres humanos, cuidar deles”, disse.

Gente de OpiniãoSexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Trump ataca Venezuela e diz que Maduro foi capturado

Trump ataca Venezuela e diz que Maduro foi capturado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (03) um ataque em larga escala à Venezuela. A capital Caracas e outras cidades

Samuel Saraiva apresenta ao Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos proposta legislativa sobre o uso do polígrafo como instrumento complementar de defesa em processos civis e criminais Americano

Samuel Saraiva apresenta ao Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos proposta legislativa sobre o uso do polígrafo como instrumento complementar de defesa em processos civis e criminais Americano

Washington, DC | 16 de dezembro de 2025 — O cidadão norte-americano Samuel Sales Saraiva submeteu formalmente ao Comitê Judiciário do Senado dos Est

Do Brasil à US Navy: A Epopeia de Graciela Saraiva, 12 Anos Depois

Do Brasil à US Navy: A Epopeia de Graciela Saraiva, 12 Anos Depois

O destino colocou a neta do ex-combatente Capitão, *Jairo de Freitas Saraiva nas fileiras da Marinha dos Estados Unidos. Ela passou a servir justame

Consultora política rondoniense Nani Blanco está entre as 100 mais influentes do mundo, segundo revista americana

Consultora política rondoniense Nani Blanco está entre as 100 mais influentes do mundo, segundo revista americana

A publicitária e estrategista política Nani Blanco, natural de Rondônia e radicada em Brasília, foi reconhecida entre os 100 consultores políticos

Gente de Opinião Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)