Porto Velho (RO) sexta-feira, 23 de agosto de 2019
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Colômbia dificulta entrada de capitais para conter queda do dólar


Agência O GloboSÃO PAULO - A moeda da Colômbia registrou ontem a maior desvalorização em um mês, num reflexo do início de novas regras que impuseram limite à entrada de capital estrangeiro, para conter a queda do dólar.De acordo com uma determinação do Banco Central, que passou a vigorar ontem, todas as empresas privadas e instituições do governo devem agora depositar na instituição 40% de empréstimos feitos no exterior. Os depósitos devem durar seis meses. Essa e outras medidas visam, segundo o governo, desencorajar a especulação, conter a inflação e evitar uma valorização ainda maior do peso. A expectativa é de que o peso vá se desvalorizar à medida que o Banco Central limite o capital especulativo vindo do exterior , disse Andrés Muñoz, operador de câmbio da Corporacion Financiera Colombiana, de Cali.A moeda teve uma desvalorização de 0,4%, chegando a 2,074 por dólar. Na sexta-feira, o peso registrou a maior cotação dos últimos sete anos. Desde o começo do ano, a moeda teve um ganho de 8% em relação ao dólar - o quarto maior desempenho entre 70 moedas monitoradas pela agência de notícias Bloomberg.Na semana passada, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, havia pedido que as autoridades monetárias do BC que emitissem um sinal claro aos investidores de que a instituição quer interromper o fluxo de capital especulativo que contribui para a valorização do peso e consequentemente para a redução dos ganhos dos exportadores do país. Além das regras para empréstimo no exterior, o BC também implementou outras restrições: os bancos passaram a ter de manter pelo menos 27% do valor de depósitos feitos em contas correntes, 12,5% de contas-investimento e 5% de certificados de depósitos.O BC impôs ainda limite de 500% na alavancagem que instituições financeiras podem tentar por meio de investimentos em derivativos e outros instrumentos. As restrições forçarão empresas no país a reduzirem operações de empréstimo no exterior, diminuindo o fluxo de dólares na economia.Os bancos colombianos também têm sido fonte desse fluxo, já que tomam recursos no exterior e os emprestam a taxas mais elevadas para clientes domésticos. As novas regras foram anunciadas no domingo pelo presidente do BC, José Dario Uribe.O sentimento dos investidores estrangeiros provavelmente permanecerá inalterado porque as medidas adotadas agora para o controle de capitais são diferentes daquelas que o governo tentou implementar em dezembro de 2004, quando então se exigia a permanência do capital externo por um ano. Em junho do ano passado, no entanto, o governo se viu forçado a suspender a medida. A principal preocupação dos mercados não são os impactos no curto prazo, mas o que pode acontecer se o governo colombiano resolver adotar uma medida mais agressiva.(Valor Econômico, com agências internacionais)

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