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Brasil cai no ranking da desigualdade entre homens e mulheres


Ana Luiza Zenker
Da Agência Brasil

Brasília - O Brasil é o 74º entre 128 países no ranking da desigualdade entre homens e mulheres, divulgado na última quinta-feira (8) pelo Fórum Econômico Mundial. O Relatório Global sobre Diferenças de Gênero 2007 avalia quatro indicadores: participação e oportunidades econômicas, acesso à educação, empoderamento político e saúde e expectativa de vida.

“Basicamente, o relatório está tentando capturar a magnitude da disparidade de gênero. Independentemente dos níveis gerais de recursos em um certo país, nós estamos tentando observar quão equitativamente esses recursos são divididos entre mulheres e homens”, informou a autora do estudo, Saadia Zahidi, chefe do Women Leaders Programme do Fórum Econômico Mundial.

A partir de dados de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e do próprio Fórum, entre outras fontes, cada país é avaliado e recebe uma nota geral e notas que vão de zero a um para cada um dos quatro itens. O zero representa a total desigualdade e o um, absoluta igualdade, ou paridade. Na avaliação global, o Brasil recebeu 0,664, o que significa que foi fechada uma parcela de cerca de 66% da lacuna que separa homens e mulheres.

Apesar de ter caído no ranking em relação ao ano passado, quando foi o 67º, o país demonstrou avanços nos indicadores de saúde e de participação econômica. No de acesso à educação, o Brasil ficou em 84º, com 0,969 ponto. O pior resultado foi em empoderamento político, que avalia a participação das mulheres nas esferas de tomada de decisão e no governo: o país ficou na 96ª posição, com 0,062 ponto.

Os avanços registrados, no entanto, não significam que as condições do acesso à saúde e à educação melhoraram. Zahidi lembra que não é a qualidade do serviço que está sendo avaliada. “No Brasil, qualquer que seja o montante de educação ou saúde disponível, está sendo dividido igualmente entre mulheres e homens”, diz. Já quanto à expectativa de vida ela é categórica: “Numa forma geral, é claro que no Brasil a lacuna nessa questão foi fechada."

A autora do relatório lembra que em todo o mundo os resultados apontam para o fechamento de cerca de 96% da lacuna na área de saúde e de 92% na de educação. “O problema realmente está na participação e oportunidades econômicas, onde o mundo fechou somente cerca de 56% da lacuna, e no empoderamento político, com apenas 14%", contou.

 

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