Porto Velho (RO) quinta-feira, 22 de agosto de 2019
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BOLÍVIA volta a fornecer gás natural para o Brasil


Mônica Tavares e Ramona Ordoñez, Agência O GloboBRASÍLIA e RIO - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse, na manhã deste sábado, que a TermoCuiabá já voltou a receber gás natural da Bolívia, apesar da quantidade ainda não estar totalmente regularizada.Nesta época do ano, a usina recebe em média 1,2 milhão de metros cúbicos/dia de gás natural. Ele fez questão de ressaltar a eficiência de seu colega boliviano o ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, em contornar a crise.Na sexta-feira, a Bolívia havia reduzido o fornecimento de gás ao Brasil em 7%, que atingiu principalmente a TermoCuiabá e a Comgás, distruidora de São Paulo. O problema ocorreu por causa de manifestações que causaram estragos em uma estação de bombeamento da provincía de Gran Chaco, no Sudeste do país.À noite, governo boliviano anunciou que as exportações de gás natural para Argentina e Brasil seriam normalizadas a partir do meio-dia deste sábado, após recuperar o controle de uma importante estação de bombeamento saqueada por manifestantes. A informação fora divulgada pelo ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana.Apesar da promessa, o governo brasileiro decidiu se precaver e poderá acionar, na próxima quinta-feira, o Plano de Contingenciamento para garantir o fornecimento do gás natural ao mercado interno, caso prossigam os conflitos na Bolívia, que, nesta sexta-feira, provocaram o corte parcial na produção do gás no campo de San Alberto.Segundo Silas Rondeau, o plano deve ficar pronto nos próximos dias. Está prevista para a próxima semana uma reunião na Casa Civil com o ministro e representantes de Petrobras, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).Mas, apesar das providências, o governo brasileiro acredita que o fornecimento de gás natural da Bolívia seja normalizado neste fim de semana.Nesta sexta-feira, o governo boliviano informou que as exportações de gás natural para o Brasil e a Argentina foram reduzidas em 20%, devido a danos no sistema de gasodutos provocados por manifestantes na província de Gran Chaco. No caso do Brasil, a redução foi de 7%.Para São Paulo, o fornecimento caiu de 24,6 milhões de metros cúbicos de gás por dia para 24 milhões - com um corte de 0,6 milhão para a distribuidora Comgás. A TermoCuiabá, que recebia 1,2 milhão de metros cúbicos diários, recebeu gás boliviano até a madrugada desta sexta-feira. Durante o dia, porém, o fornecimento foi suspenso. A termelétrica está com o gasoduto cheio, o que garante a operação por uma semana.A diminuição do bombeamento de gás, que poderia se agravar a partir do domingo, foi realizada após uma redução forçada da produção de gás no campo de San Alberto.O ministro explicou que o corte na produção para 3,4 milhões de metros cúbicos diários no Campo de San Al berto - que normalmente produz 10 milhões de metros cúbicos - representou para o Brasil, um corte de 1,8 milhão de metros cúbicos diários. Silas acrescentou que do total de gás exportado da Bolívia, 1,2 milhão de metros cúbicos era fornecido para a termelétrica privada de Cuiabá, no Mato Grosso.Outros 600 mil metros cúbicos diários foram cortados do volume que a Bolívia vendia diretamente à BG, que, por sua vez, fornece o produto à Comgás (distribuidotra de gás paulista). Esses dois contratos não têm qualqer vinculação com os que a Petrobras tem com a YPFB para a importação de até 30 milhões de metros cubicos diários.Silas Rondeau destacou que, até o momento, a Petrobras não foi afetada porque as regras contratuais exigem que, uma vez atendido o mercado boliviano, a prioridade é a estatal brasileira - que importa mais de 24 milhões de metros cúbicos do insumo diariamente para consumo próprio e para abastecer especialmente a indústria paulista.- Nós acreditamos que o governo da Bolívia vai conseguir superar as dificuldades internas e voltar ao fornecimento normal do gás, tanto para o Brasil como para a Argentina - disse Silas.O ministro acredita que o fornecimento de gás deverá se normalizar até o fim desta semana. Contudo, se isto não acontecer, o consumo no Brasil se manteria ainda sem problemas nos próximos quatro dias, com o uso do gás contido ao longo dos quase quatro mil quilômetros do gasoduto.Por isso, o ministro calcula que, se houver necessidade de acionar o plano de contingência, isso só aconteceria a partir da próxima quinta-feira.Este plano vai garantir o fornecimento aos consumidores residenciais e industriais. O primeiro corte será o consumo de gás nas refinarias da Petrobras, que é da ordem de seis a sete milhões de metros cúbicos/dia.Num segundo momento, o plano prevê também a redução no consumo de gás nas termelétricas, principalmente naquelas que podem utilizar outro tipo de combustível líquido, como óleo diesel.Os consumidores residenciais e industriais seriam os últimos a serem afetados pelo corte no fornecimento de gás, caso continuem os problemas na Bolívia.O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, havia informado, nesta sexta-feira, que as renegociações entre Brasil e Bolívia foram retomadas nesta sexta-feira. Segundo ele, uma mesa de negociação entre a Petrobras e o governo de Evo Morales estava prevista para começar pela manhã, em La Paz, a pedido do governo vizinho.Esta é a primeira retomada dos diálogos entre os dois países desde terça-feira, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma dura conversa com Morales, afirmando que o Brasil retaliaria o país vizinho caso a Bolívia decidisse nacionalizar as refinarias da Petrobras sem a justa indenização.Mais cedo, a Petrobras havia afirmado que sairia da Bolívia, em uma retirada traumática, caso o governo daquele país insistisse em desapropriar sem acordo as refinarias que a estatal mantém no país.Problemas com a Bolívia começaram há quase um anoA confusão entre Brasil e Bolívia tiveram início em maio de 2006, quando o presidente Evo Morales concretizou uma promessa da campanha presidencial, decretando a nacionalização do petróleo e do gás. Com isso, as multinacionais presentes no país, como a Petrobras, deixaram de ser donas dos negócios e viraram prestadoras de serviço, pagando mais imposto sobre a produção - a alíquota subiu de 50% para 82%.O presidente boliviano tentava também elevar o preço do combustível. Em fevereiro, a Petrobras aceitou pagar entre 3% e 6% a mais pelo gás comprado da estatal YPFB, para São Paulo e Cuiabá.Outro ponto polêmico diz respeito à indenização pelas duas refinarias da Petrobras no país. Esse teria sido o tema de uma conversa ríspida entre Lula e Morales, na Venezuela, no início da semana.

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