Terça-feira, 1 de outubro de 2024 - 17h51

Com o objetivo de construir
um panorama das dificuldades enfrentadas por operadores e armadores portuários
e as principais necessidades do setor diante da crise hídrica. A diretoria da
Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph) está realizando
uma série de visitas a empresas da região que fazem transporte de cargas pelo
Rio Madeira.
As
reuniões, que se iniciaram no dia 24 de setembro, relatam problemas como a
ineficácia das dragagens realizadas neste ano. Além disso, a queda do nível do
rio forçou as embarcações a diminuírem a quantidade de cargas para atravessar
os pontos críticos. Segundo o diretor-presidente da Soph, após a conclusão
dessas visitas, será apresentado um relatório detalhado ao governo estadual, e
assim, desenvolver estratégias emergenciais.
A
duração da viagem também foi alargada devido à restrição da navegação noturna e
o maior cuidado necessário para concluir a rota durante a mínima histórica. O
mesmo trajeto que durava em torno de 4 a 8 dias, na cheia é feito em 10 a 15
dias, segundo um dos operadores.
Mesmo
com todos os protocolos de segurança, dezenas de embarcações estão encalhadas
em bancos de areia e pedrais. Outras estão paradas nas áreas mais estreitas,
esperando um repiquete ou rebocadores para auxiliar a passagem.

PREJUÍZOS
De
acordo com os operadores portuários entrevistados, ainda não foi possível
mensurar o custo adicional que a crise hídrica está causando. Com o modal
hidroviário debilitado, algumas empresas estão fazendo parte de seu transporte
por meio das rodovias, que é consideravelmente mais caro. Soma-se também, o
pagamento de escoltas armadas para as embarcações, que se tornam mais
vulneráveis à pirataria durante a seca.
“Estamos
diante de uma situação crítica que afeta diretamente o transporte fluvial e,
consequentemente, toda a logística da região. O objetivo dessas visitas é ouvir
os operadores, entender as dificuldades que estão enfrentando e identificar
soluções imediatas. Precisamos de uma resposta rápida e coordenada para
minimizar os impactos dessa seca histórica e garantir a continuidade das
operações portuárias com segurança e eficiência”, pontuou Fernando Parente.
Na
quinta-feira (3), o presidente da Soph irá se reunir com representantes do
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Marinha, Federação
Nacional das Empresas de Navegação (Fenavega) e Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (Antaq). Na ocasião serão apresentados dados coletados durante as
visitas feitas aos portos da região.
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