Porto Velho (RO) sexta-feira, 21 de setembro de 2018
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Meio Ambiente

Vento de até 72 km/h e chuva forte provocam danos em Rondônia


 
Nova linha de tempestade que se formou em Mato Grosso provocou rajadas de vento significativas e muita chuva em diversas localidades de Rondônia entre a tarde de ontem e a madrugada desta quinta-feira.

Daniel Panobianco – O tempo severo foi avistado com antecedência em Rondônia, cerca de 12 horas antes da faixa de tempestades atingir o Estado por completo. Já nas primeiras horas do dia de ontem, um alinhamento muito significativo se formou entre o sul do Amazonas e oeste de Mato Grosso mantendo um mecanismo de trovoadas ininterruptas que excederam por mais de 12 horas seguidas. O evento registrado nas últimas 24 horas em Rondônia é o mesmo do observado no dia 10 de setembro, quando na ocasião 41 municípios registraram danos com o forte vendaval. A diferença do sistema atual é que desta vez a atmosfera estava mais úmida e por isso, a chuva em si foi mais significativa que o vento. O chamado SCM (Sistema Convectivo de Mesoescala) forma nuvens de trovoadas que trabalham juntas por horas seguidas podendo provocar grandes aguaceiros e vendavais generalizados. Já o CCM (Complexo Convectivo de Mesoescala) se forma em latitudes maiores e tem o potencial de perdurar por até 48 horas provocando temporais intensos e até atividade tornádica, como ocorre no Sul do Brasil com mais freqüência.

Antes mesmo da Linha de Instabilidade atingir Rondônia, vendavais isolados foram registrados no período da tarde, como na região de Ji-Paraná. No perímetro urbano o tempo severo não teve influência, mas no interior do município os estragos foram notáveis. Na zona rural, diversas propriedades em diferentes linhas registraram destelhamentos de casas, galpões e barracões. Árvores também caíram com a força do vento, que chegou a 72 km/h em uma estação particular às 15h30min (local). Já na estação do SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), que está instalada próxima ao aeroporto José Coleto, o vento máximo atingiu 44,6 km/h, porém em outro horário, às 17 horas (local), após a passagem da tempestade. No Distrito de Nova Colina, na divisa com o Mato Grosso, casas foram destelhadas e árvores caíram também. Na vizinha Rondolândia, já em território mato-grossense, a assessoria local informou que houve registro de avarias no interior do município em virtude do mau tempo, assim como em muitas localidades de Juína, Colniza, Aripuanã, Novo Mundo e Comodoro.

No inicio da noite, a faixa de nuvens muito carregadas que havia se formado em Mato Grosso atingiu Rondônia, primeiro pela faixa leste, desde Machadinho d' Oeste até Espigão d' Oeste e norte do município de Vilhena, com muita ventania e chuva intensa em vários pontos. Entre Machadinho d' Oeste, Vale do Anari, Vale do Paraíso, Theobroma, Ouro Preto do Oeste, Jaru, Ji-Paraná, Ministro Andreazza e Governador Jorge Teixeira, autoridades locais confirmam o que os satélites e hidroestimadores de precipitação apontaram; Muita chuva e vento forte.

Como a maior parte dos temporais ocorreu durante o período da noite e madrugada, ainda não se sabe o tamanho dos estragos causados no interior dos municípios, pois há escassez de informações.

Os dados de estações automáticas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e REDEMET (Rede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica), além de PCDs (Plataformas de Coletas de Dados) espalhadas pelo Estado denotam tamanha intensidade do vento em diferentes localidades.

Em Ariquemes, o vento máximo ocorreu entre as 20 e 21 horas (local), com registro de 62,2 km/h na estação automática do INMET. Em Cacoal, outra estação do INMET reportou rajada máxima de 48,6 km/h entre as 18 e 19 horas (local). Na capital, a estação do INMET instalada na Zona Sul acusou rajada máxima de 47,1km/h entre as 20 e 21 horas (local). Já em Vilhena, o vento atingiu 54 km/h entre as 19 e 20 horas (local), também em uma estação do INMET. No aeroporto local, o vento chegou a 55,6 km/h, segundo dados de METAR.

Dados: INMET – CPTEC/INPE – REDEMET – SEDAM – SIVAM – Ascom
Fonte: De olho no tempo

 

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