Quarta-feira, 17 de março de 2010 - 15h33
Atendendo a uma solicitação dos produtores de urucum de Corumbiara, região sul do Estado, a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri), enviou uma agrônoma para realizar, in loco, um diagnóstico de doenças e pragas da cultura. A agrônoma Priscila Martins Lopes, foi acompanhada dos pesquisadores da Embrapa-RO, Cléberson de Freitas Fernandes, especialista em bioquímica, e José Roberto Vieira Júnior, especialista em fitopatologia.
O urucum é cultivado em quase todos os estados brasileiros, principalmente na Paraíba, Pará, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Piauí e Paraná. Estima-se a produção brasileira em 12 mil toneladas de grãos anuais. Cerca de 60% dessa produção destina-se a fabricação de colorau (colorífico) e o restante é fornecido às indústrias de corantes e/ou exportação. Em Rondônia, os produtores do cone sul do Estado, estão se dedicando a esta cultura que produz rápido e tem uma boa receita anual.
A maior produtividade do grão é em Corumbiara que possui 500 hectares (ha) em produção e 50 em formação. Em segundo lugar está o município de Cabixi que possui 400 ha em produção e 50 em formação. Depois vêm os municípios de Cerejeiras, Colorado e Vilhena, cujos plantios são menores quando comparados aos dois primeiros. A produtividade média é de 2,5 toneladas por ha, gera uma receita de pelo menos R$ 6 mil por ha e tem custos menores que o café, por exemplo.
Entretanto, em razão do cultivo de urucum ser uma atividade recente e sem tradição na região, onde os produtores normalmente são acostumados a lidar com a cultura do café, a maioria deles ainda está aprendendo a colocar em prática os tratos culturais mínimos indispensáveis para essa lavoura. Para isso, os agricultores têm contado com o apoio da Seagri que vem contribuindo para que a atividade urucuzeira se desenvolva. No ano passado, a secretaria de Agricultura trouxe para Rondônia a pesquisadora Eliane Gomes Fabri do Centro de Horticultura do Instituto Agronômico de Campinas. A pesquisadora veio ministrar um curso sobre a semente de urucum para técnicos da Seagri e extensionistas da Emater. Fabri falou sobre a implantação e condução da lavoura. Além disso, a pesquisadora também visitou algumas propriedades que cultivam a semente nos municípios de Vilhena, Colorado D’ Oeste, Cerejeiras, Cabixi e Corumbiara para traçar um diagnóstico da cultura.
“Agora, a ação conjunta da Seagri e da Embrapa tem esse novo desafio pela frente que é identificar se é cochonilha, broca do caule ou outra doença e traçar as estratégias necessárias para combater as doenças e pragas. Tudo isso com a adoção da melhor tecnologia disponível para sanar estes problemas”, comentou Francisco Evaldo de Lima, secretário adjunto de Agricultura.
Fonte: Decom
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