Sábado, 13 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

Saída para a floresta



17 de março de 2017 – A reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que aconteceu na terça-feira, dia 14, em Brasília, deu um passo importante no combate ao desmatamento, com a criação de dois grupos de trabalho dedicados ao tema. O primeiro deles será facilitado por Mariano Cenamo, do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e discutirá fontes de financiamento para a floresta e a possibilidade de utilização de mecanismos de mercado para REDD+ (Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal).

O segundo, por Virgílio Viana, da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), tem como foco o avanço do desmatamento na Amazônia, em alta desde 2014. No Brasil, de acordo com modelagem econômica recente do Environmental Defense Fund (EDF), o REDD+ pode atrair até US$ 45 bilhões de dólares líquidos para a Amazônia até 2030, se incluir captações junto ao mercado e os chamados offsets – quando um país ou setor produtivo compensa externamente emissões de carbono que não consegue zerar com recursos próprios. Uma oportunidade promissora e que já está na mesa de negociações vem do setor de aviação civil, representado pela Icao (Organização Internacional da Aviação Civil), que se mobiliza para criar uma Medida Internacional de Mercado para compensar as emissões do setor por meio de offsets, incluindo o REDD+.

Entre 2020 e 2030, a aviação civil terá de neutralizar todas as emissões das suas operações nos países que integram o Acordo de Paris. Segundo cálculo do EDF, a medida poderá demandar investimento de US$ 1,5 bilhão anual, equivalentes a 3 mil Km2 de floresta preservada. “O Brasil precisa estar preparado para ocupar esse espaço, pensando no futuro do país, no cumprimento dos nossos compromissos climáticos e no fortalecimento de uma economia florestal que reduza o desmatamento ilegal, traga benefícios ambientais e impulsione o desenvolvimento social e econômico das comunidades que vivem na floresta”, afirma Cenamo.    

Fonte: Suzana Lakatos

Gente de OpiniãoSábado, 13 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

MPRO discute prevenção a incêndios e possíveis impactos do super El Niño em Rondônia durante reunião no TCE

MPRO discute prevenção a incêndios e possíveis impactos do super El Niño em Rondônia durante reunião no TCE

Os possíveis impactos do fenômeno climático Super El Niño em 2026 e as estratégias de prevenção, combate e resposta a incêndios florestais e eventos

Manaus sedia lançamento de obra nacional sobre justiça climática e socioambiental

Manaus sedia lançamento de obra nacional sobre justiça climática e socioambiental

Manaus foi palco, nesta terça-feira (09/06), do lançamento da obra coletiva que documenta a atuação da Defensoria Pública na Conferência das Nações

Fenômeno natural El Niño aumenta risco de queimadas durante a estiagem em Porto Velho

Fenômeno natural El Niño aumenta risco de queimadas durante a estiagem em Porto Velho

Estudos realizados pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e demais órgãos de monitoramento climático apontam

Na Semana do Meio Ambiente, governo de RO promove ações integradas de conscientização ambiental em Porto Velho

Na Semana do Meio Ambiente, governo de RO promove ações integradas de conscientização ambiental em Porto Velho

A Semana do Meio Ambiente segue reunindo uma série de ações voltadas à conscientização ambiental e à preservação dos recursos naturais em diferentes

Gente de Opinião Sábado, 13 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)