Sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 - 16h19
A partir desta semana, Rondônia e outros 15 estados, junto com o Distrito Federal, receberam a liberação do governo da África do Sul para vender carne desossada e maturada, proveniente das zonas livres de febre aftosa, reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A decisão será oficializada em breve, por meio de documento assinado pela ministra sul-africana de Agricultura, Floresta e Pescados, Tina Joamat-Pettersson, que tem visita agendada ao Brasil no final de março. Com isso, Rondônia pode conquistar mais um mercado para a venda de carne bovina.
“Temos mais um grande mercado para vender este produto a partir de agora. Já vendemos carne para a Rússia e Venezuela, além de outros 22 países. Acredito que os sul-africanos tenham bastante interesse em conhecer os derivados bovinos de Rondônia. Espero que possamos aproveitar este novo horizonte comercial que está se abrindo”, afirmou Augustinho Pastore, presidente da Idaron.
O anúncio sul-africano representa a retomada das vendas externas após quase quatro anos de mercado fechado para a carne bovina brasileira. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para começar os embarques, as autoridades sul-africanas precisam ainda aprovar um certificado sanitário internacional com o Brasil estabelecendo as regras do comércio. Em seguida, o governo do país africano deve habilitar os frigoríficos autorizados para a venda da carne.
“O mais difícil já conseguimos, que foi a liberação do governo sul-africano. Agora, é com os frigoríficos. Acredito que nossas indústrias vão ter o certificado dado pelas autoridades sanitárias daquele país, já que temos diversos frigoríficos habilitados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio do Sistema de Inspeção Federal (SIF), que é bastante rigoroso”, destaca Pastore.
Fonte: Decom/ Felipe Corona
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