Porto Velho (RO) terça-feira, 18 de setembro de 2018
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Meio Ambiente

Rios transbordam na Região Norte. A chuva continua



Várias regiões do Pará voltaram a registrar temporais nas últimas 24 horas. De acordo com as medições do Instituto Nacional de Meteorologia, entre 9 horas de quarta e 9 horas desta quinta-feira, pelo horário de Brasília, choveu 110 milímetros em Soure, na ilha de Marajó. Este valor corresponde a quase 1/5 da média de chuva de abril, que é de 565 milímetros. Em Itaituba, no oeste do Pará, à margem do rio Tapajós, choveu 86 milímetros. A média para abril fica em torno de 232 milímetros. Belém teve uma quinta-feira chuvosa. Só nestes dois primeiros dias de abril já choveu cerca de 64 milímetros, 18% da média. O mês de março fechou com quase 600 milímetros de chuva acumulados, 38% acima do normal.

Os estados do Amazonas, Pará, Acre e Rondônia sofrem as consequências da cheia dos rios, que este ano está acontecendo mais cedo do que o normal. No Amazonas, mais de 60 cidades entraram em situação de emergência nesta quinta-feira. A elevação do nível dos rios é resultado do grande volume de água que já foi acumulado nestes Estados, por conta das fortes e frequentes pancadas de chuva que ocorrem desde dezembro. O auge da cheia costuma ser no fim de abril, mas este ano, já em março, trechos dos rios Solimões, Purus e Tapajós transbordaram. O nível do rio Negro em sendo atentamente monitorado. O nível das águas tende a subir mais nas próximas semanas, pois as pancadas de chuva continuam diárias no Amazonas. O Serviço Geológico Brasileiro prevê que, até o fim de abril, ou no início de junho, a cheia do rio Negro possa ser a maior desde o evento histórico de 1953.

Em Rondônia, as águas do rio Guaporé, que faz a fronteira com a Bolívia, invadiram cidades brasileiras e bolivianas durante o mês de fevereiro. O rio Acre, que banha Rio Branco, também ocasionou alagamentos em áreas da capital acriana.

Toda a Região Norte permanece com tempo instável nos próximos dias. As pancadas de chuva ainda serão frequentes e por vezes fortes.

Fonte: De Olho no Tempo com informações de Climatempo

 

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