Porto Velho (RO) quarta-feira, 18 de setembro de 2019
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Meio Ambiente

Rios da Amazônia devem voltar a subir até novembro, avalia ANA


 
Gilberto Costa

Agência Brasil,
Brasília – A vazante (seca) nos rios da Amazônia deve ser revertida até o próximo mês, seguindo o ciclo hidrológico da região. Segundo o superintendente de Usos Múltiplos da Agência Nacional de Águas (ANA), Joaquim Gondim, nos pontos de observação em Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira já é possível perceber aumento no volume dos rios Solimões e Negro. Os dois rios, que sofreram este ano a maior seca desde 1902, formam o Rio Amazonas, o maior em volume de água de toda a Terra.

Segundo o superintendente, a seca nos rios foi causada pela diminuição das chuvas nas áreas de nascente na Colômbia e na Venezuela (Rio Negro) e na Cordilheira dos Andes no Equador e no Peru – o que diminuiu o degelo na região onde surge o Rio Solimões.

Na opinião de Marcos Ximenes Pontes, um dos coordenadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), “episódios extremos [grandes secas e grandes cheias do rio] estão ficando cada vez mais frequente e mais agudos”. Para ele, esses fenômenos confirmam as hipóteses de que as mudanças climáticas estão ocorrendo. Entretanto, ele acredita que é preciso fazer “estudos mais aprofundados para avaliar se é um momento de exceção ou tem a ver com a mudança climática”.

Joaquim Gondim afirma que a vazante dos rios “faz parte na variação natural do clima” e corresponde à "janela hidrológica anual". Para ele, só um estudo de longo prazo que confirmasse a repetição das secas poderia alimentar alguma hipótese relacionada à mudança climática.

Os dois especialistas salientaram que a seca dos igarapés dos rios que formam o Amazonas tem isolado as populações que não podem circular de barco. Segundo eles, os ribeirinhos sofrem com a falta de abastecimento de alimentos e água potável; e muitas crianças param de ir a escola por causa da falta de transporte.

Na última semana, o Ministério da Integração Nacional anunciou a transferência de R$ 23 milhões para o governo do estado do Amazonas para ações de socorro e assistência aos municípios atingidos pela seca. O dinheiro deve ser gasto com aquisição de cestas básicas, filtros purificadores, moto-bomba, equipamentos para fornecimento de água potável e barracas. Vinte e sete municípios amazonenses solicitaram reconhecimento da situação de emergência por causa da estiagem.

O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) prevê para os próximos dias nebulosidade variável e possibilidade de pancada de chuva em algumas áreas da Região Norte.

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