Quarta-feira, 9 de julho de 2025 - 15h41
Dificuldade de acesso
à água contaminada, agravada pela seca severa e pela ausência de infraestrutura
básica, afetando as comunidades ribeirinhas de Porto Velho. Para alinhar
estratégias e evitar sobreposição de esforços, o Ministério Público de Rondônia
(MPRO) sediou uma reunião, na manhã desta quarta-feira (9/7), com
representantes do Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Visão Mundial,
Unicef, Instituto Água Sustentável e outras instituições. A proposta é garantir
a sinergia entre as ações e fortalecer a participação das lideranças locais no
enfrentamento do problema.
Durante as
tratativas, o procurador de Justiça Marcos Valério Tessila de Melo destacou que
o MPRO acompanha de perto a situação das comunidades do Baixo Madeira,
inclusive por meio do projeto MP Itinerante que esteve lá com 25 instituições
parceiras. As ações aconteceram no mês de maio, em São Carlos, Nazaré e em
Calama. Ele afirmou que a instituição é parceira de diversas iniciativas
voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população ribeirinha e que o
diálogo para implementação do projeto Gotas de Esperança já vinha sendo
articulado há cerca de dois anos e agora a etapa de execução iniciará.
Segundo o procurador,
o MPRO atuará oferecendo suporte e logística, dentro de suas atribuições
legais. "O Baixo Madeira integra nossa área de atuação direta. Esperamos
que esse projeto, agora em fase de implementação, realmente leve gotas de
esperança a comunidades que enfrentam tantas dificuldades, especialmente em
relação ao acesso à água potável - problema que se agrava neste período do
ano", afirmou.
Adaptação
O promotor de Justiça
Pablo Hernandez Viscardi, coordenador em exercício do Grupo de Atuação Especial
do Meio Ambiente, Habitação, Urbanismo, Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico
(Gaema), reforçou que a crise hídrica no Baixo Madeira está diretamente ligada
às mudanças climáticas. "Essas comunidades foram projetadas dentro de um
cenário de abundância. Agora, com os eventos climáticos extremos - sejam de
cheias intensas ou de escassez severa -, o gestor precisa pensar nesse novo
cenário", afirmou.
Segundo ele, antes
não se conhecia em armazenamento de água nessas regiões, porque não era
necessário. “Hoje, a realidade é outra.precisamos de soluções estruturantes,
com sistemas de captação e reservas que funcionem mesmo nos períodos mais
críticos.”
O promotor de Justiça
Shalimar Christian Priester Marques, com atuação na área ambiental, também
participou do encontro. Ele ponderou alguns aspectos da seara, relacionados às
comunidades tradicionais, destacando a importância da água de qualidade para
essas comunidades.
Escuta ativa
Durante três dias,
representantes das organizações parceiras visitaram comunidades como Calama,
Terra Firme no Baixo Madeira. O objetivo foi ouvir os moradores, mapear as
maiores dificuldades e identificar soluções possíveis. As visitas revelaram
problemas que vão desde a inexistência de sistemas de distribuição de água até
poços sem energia elétrica para funcionamento.
"Tem comunidades
em que os moradores caminham até meia hora para buscar água. E quando o rio
baixa, essa distância pode aumentar para quilômetros", destacou Renata
Cavalcanti, diretora de Operações da Visão Mundial. Segundo ela, o projeto
busca levar ações estruturais, como perfuração de poços, instalação de placas
solares e construção de reservatórios, mas também promover a educação
ambiental, para transformar a relação das comunidades com o meio ambiente.
Participação
comunitária
A proposta do projeto
Gotas de Esperança é justamente unir a estrutura das instituições com o
conhecimento das lideranças locais. "A ideia não é delinear uma ação
pontual e ir embora. Queremos plantar uma gota de esperança que permaneça, com
as próprias comunidades assumindo protagonismo na gestão da água", afirmou
Renata Cavalcanti.
Entre as ações
planejadas estão a instalação de reservatórios com maior capacidade, o uso de
energia solar para abastecimento de poços e a capacitação de associações
comunitárias para administrar os recursos. As soluções serão adaptadas à
realidade de cada localidade visitada.
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