Segunda-feira, 15 de abril de 2024 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

REVISTA VEJA: Desmatamento cresce 600% na fronteira


Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), coletados pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), mostram que na região da fronteira de Rondônia com a Bolívia, a derrubada de floresta cresceu 600% entre setembro de 2006 e o mesmo período deste ano. Pelas informações do Deter, entre junho e setembro deste ano a derrubada de floresta aumentou 107% em Mato Grosso, 53% em Rondônia, e 3% no Acre. Mas, enquanto em Mato Grosso, entre setembro do ano passado e o mesmo mês deste ano, a área desmatada cresceu de 211 para 389 quilômetros quadrados (84% mais), em Rondônia, passou de 42 quilômetros quadrados em setembro de 2006 para 295 quilômetros quadrados no mês passado (mais 602%).
As fotos do satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que fornece as informações para o sistema Deter, mostram ainda que, nos nove Estados amazônicos (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR e TO), o desmatamento  forma um "caminho de clareiras" que começa no sul do Pará, passa pelo norte de Tocantins e de Mato Grosso e sobe pela região da fronteira de Rondônia com a Bolívia.
De acordo com os funcionários do Ibama e dos órgãos estaduais de administração do meio ambiente, consultados pelo jornal O Estado de S.Paulo em reportagem deste domingo, dois fatores principais podem ter contribuído para a explosão do desmatamento na região. O primeiro é o incremento de atividade econômica provocado pela expectativa da construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, prevista para acontecer entre 2008 e 2012.
O segundo fator é a transferência da responsabilidade pela concessão de autorizações para manejo na floresta que passou da União para a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), em agosto do ano passado. Isso inclui a concessão para as empresas comprarem e venderem madeira. O problema da transferência das concessões de floresta da União para o Estado de Rondônia resume-se no fato de que a secretaria estadual não tem pessoal suficiente para fiscalizar as áreas concedidas.
Escândalo - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, percorreu a região amazônica para ver com os próprios olhos o tamanho do desmatamento na região amazônica. Ele foi acompanhado pelo  comandante do 6º Batalhão de Infantaria de Selva, tenente coronel Paulo Eduardo Monteiro, que fica em Guajará Mirim, a 340 quilômetros de Porto Velho, na fronteira com a Bolívia. "Antes de chegar aqui, quando falavam em desmatamento na Amazônia, quando via isso na TV, achava que era exagero da mídia, que era tudo uma coisa fantasiosa. Ao contrário: nada do que estou vendo aqui é mostrado. Há um completo desconhecimento no resto do País sobre o que acontece neste Estado. Ninguém fala deste desmatamento aqui", afirmou o coronel em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.
Fonte: Revista Veja

REVISTA VEJA: Desmatamento cresce 600% na fronteira - Gente de Opinião
A AMAZÔNIA ESTÁ ABANDONADA PELO LULA
Inpe vê clara tendência de aceleração do desmatamento na Amazônia
MONTEZUMA CRUZ: Mais desmatamento na Amazônia

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 15 de abril de 2024 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Megaoperação destrói infraestrutura criminosa na Terra Indígena Yanomami

Megaoperação destrói infraestrutura criminosa na Terra Indígena Yanomami

As Forças de Segurança do governo brasileiro estão em ação conjunta ao redor e dentro da Terra Indígena Yanomami para impedir atividades criminosas

Projeto do CIMCERO e TJ-RO amplia estrutura para beneficiar viveiros em Rondônia

Projeto do CIMCERO e TJ-RO amplia estrutura para beneficiar viveiros em Rondônia

A parceria entre o Consórcio Público Intermunicipal de Rondônia (CIMCERO) e o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia tem incentivado junto as pre

Gente de Opinião Segunda-feira, 15 de abril de 2024 | Porto Velho (RO)