Sexta-feira, 17 de maio de 2013 - 07h13
Alternativas viáveis de recuperação e aproveitamento de áreas degradadas. É o que prevê a lei que institui a política nacional de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta, (iLPF). A proposta dá novas atribuições ao poder público e ampara o Projeto Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta, já existente, que é coordenado por instituições de pesquisa em todo o âmbito nacional.
A iLPF, de acordo com a lei sancionada, atribui ao Governo definir planos de ação regional e nacional para a expansão e o aperfeiçoamento dos sistemas de iLPF com a participação das comunidades locais, além de estimular a adoção da certificação dos produtos pecuários agrícolas e florestais.
Nos estados do Pará, Acre e Rondônia, os experimentos do Projeto integração-Lavoura-Pecuária-Floresta são de iniciativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e contam com a participação de R$ 872 mil, contratados através do Banco da Amazônia. O contrato, assinado no ano de 2010 entre o Banco, Embrapa, e Fadesp, que inicialmente era de três anos, foi prorrogado até 2014.
A parceria entre as instituições tem por objetivo a implantação, desenvolvimento e adaptação de sistemas inovadores de integração de lavoura-pecuária, pecuária-floresta e lavoura-pecuária-floresta, como alternativas viáveis para os setores agropecuário e florestal da Amazônia, visando a recuperação de áreas degradadas e produção de alimentos (vegetal e animal) e madeira, suprindo assim as demandas locais.
"A grande importância do Banco da Amazônia nesta parceria foi o suporte dado ao Projeto, viabilizando a difusão e transferência da tecnologia em iLPF necessária a compreensão, por parte dos produtores, técnicos e estudantes, em todas as fases do processo, da proposta de produção sustentável", explicou a coordenadora do Projeto integração-Lavoura-Pecuária-Floresta-iLPF e pesquisadora da Embrapa em ciência e tecnologia, Gladys Martinez.
Ainda de acordo com a pesquisadora da Embrapa, o grande segredo do projeto é a recuperação de áreas degradadas e/ou pouco produtivas a partir da interação dos componentes do sistema (grãos, árvores e/ou animais), que possibilitam o rápido retorno do valor investido, visto que na agricultura granífera, por exemplo, a colheita ocorre em poucos meses.
A coordenadora de Ações Institucionais do Banco da Amazônia, Rosângela Queiroz, ressalta que o projeto também é parte integrante do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono do Governo Federal (Plano ABC), que incentiva a adoção de tecnologias com capacidade de mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa.
Os experimentos também foram acompanhados de perto por técnicos do Banco, que tiveram a oportunidade de fazer treinamento em campo com a Embrapa. Atualmente o projeto nos três estados, encontra-se em fase de finalização do primeiro ciclo com o ingresso da pecuária no sistema e aguardando apenas que as árvores atinjam o tamanho ideal para corte e posterior comercialização da madeira.
FONTE: Alcilene Costa
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