Sexta-feira, 2 de outubro de 2009 - 19h06
Fazendeiros e madeireiros estão ameaçando lideranças do povo indígena Kaixana. A denúncia é feita por Eledilson Corrêa Dias, coordenador geral da Coordenação das Organizações Indígenas Kaixana do Alto Solimões (Coikas). As ameaças vêm acontecendo com mais freqüência depois das agressões praticadas contra os indígenas durante a realização de uma conferência, em junho passado, na cidade de Santo Antônio do Içá – distante de Manaus (AM) cerca de 960 quilômetros.
Os Kaixana habitam tradicionalmente a região do Alto Solimões em áreas localizadas nos municípios de Tocantins, Jutaí e Santo Antonio do Içá. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário – Cimi Norte I, existem treze terras ocupadas por aquele povo, mas apenas “Mapari”, no município de Jutaí, e “São Sebastião”, em Tonantins, constam na lista oficial da Fundação Nacional do Índio – Funai. Outras onze encontram-se sem nenhuma providência.
Por causa disso, as aldeias dos Kaixana são constantemente invadidas por pescadores e madeireiros, conforme relata o coordenador da Coikas. “Os indígenas, nas comunidades, estão desamparados e à mercê de ameaças. Os ‘parentes’ são colocados contra a parede para desistirem de lutar pela terra e muitos ficam com medo”, diz Eledilson.
Ele conta que várias lideranças, inclusive ele próprio, já foram ameaçadas de morte. As ameaças partem de fazendeiros, madeireiros e posseiros que não concordam com a demarcação das terras. Eledilson relata que no dia 28 de junho do mês de junho, no momento da realização da Primeira Conferência Comunitária Indígena Kaixana, na comunidade Vila Presidente Vargas – localizada a dois quilômetros do centro da cidade-, fazendeiros interromperam violentamente o evento. “Vários indígenas foram espancados. Os agressores atearam fogo na maloca principal, onde o Cacique Francisco Barroso Laranhaga organizava a conferência com a participação de cerca de 150 pessoas”, conta ele.
O fato foi denunciado à Funai e ao Ministério Público Federal, mas até o momento ninguém foi responsabilizado. “Nós esperamos que a Funai demarque nossas terras para acabar com esses conflitos, antes que algum indígena seja morto pelos fazendeiros”, reclama Eledilson. Os indígenas esperam, também, com a regularização da terra, ter melhor assistência na educação e saúde.
J. Rosha
Cimi Norte I
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