Quinta-feira, 24 de janeiro de 2008 - 15h29
Marco Antônio Soalheiro
Agência Brasil
Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou hoje (24) que a Polícia Federal (PF) vai intensificar a partir do dia 21 de fevereiro ações de combate aos crimes ambientais em cidades da região Norte e Centro-Oeste onde foram detectados os maiores focos de desmatamento entre agosto e dezembro de 2007.
Segundo Tarso, a medida já havia sido solicitada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e não tem caráter emergencial, pois já estaria planejada pela PF.
Não poderíamos ter feito isso de ontem para hoje. As operações vão combater o crime organizado e os delitos ambientais. A questão ambiental é prioritária [para o governo], disse Tarso depois de reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir estratégias de combate ao aumento da derrubada da floresta.
O diretor geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, explicou que cerca de 800 agentes da PF serão enviados para ações móveis na região amazônica. Além disso, o efetivo permanente já existente nos postos regionais será acrescido em 25%.
Queremos que o enfrentamento dessa modalidade criminal passe a ser uma política institucional, disse Corrêa, que não soube precisar o número de agentes que já atuam na Amazônia.
A estratégia da PF será reforçar a ocupação em entroncamentos rodoviários e portos fluviais, com apoio de aeronaves. As ações móveis serão reforçadas por equipes da Força Nacional de Segurança, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Para Corrêa, a região carece de maior presença do Estado para manutenção da ordem e para a garantia do cumprimento da legislação.
Uma árvore derrubada gera uma série de outras atividades ilícitas. Existe reação natural de movimentos sociais locais, criminosos se cercam de milícias para manter a atividade ilegal e começa um acúmulo de mortes.
Segundo a ministra Marina Silva, as ações governamentais de fiscalização na Amazônia já resultaram na prisão de aproximadamente 500 pessoas nos últimos 5 anos.
Na reunião convocada pelo presidente Lula, foram definidas outras providências que o governo irá adotar de imediato. Entre elas: o fortalecimento do controle da agropecuária, a criação de unidades de conservação ao longo da BR 139, o bloqueio de financiamentos concedidos pelos bancos oficiais para atividades que geram desmatamento, monitoramento mensal com aeronaves de áreas embargadas em municípios críticos e o recadastramento de propriedades rurais pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
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