Terça-feira, 2 de novembro de 2010 - 20h51
Pesquisa com DNA de botos investiga risco de novas usinas a espécies.
Suspeita é de que barragens de Santo Antônio e Jirau aprisionem espécies. Novo cenário pode levar a queda de população, segundo pesquisadora
Lucas Frasão
Do Globo Amazônia, em São Paulo
A partir da análise do DNA de botos do Rio Madeira, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) tentam responder se a construção das usinas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, deverá separar duas espécies distintas do animal.
As novas hidrelétricas podem ser finalizadas já no fim de 2012, cerca de 3 anos antes do prazo inicial previsto. Segundo a pesquisadora Waleska Gravena, que coordena o estudo como sua tese de doutorado, é importante o resultado sair antes do fim das obras porque ele indicará se as barragens podem separar definitivamente as espécies Inia boliviensis e Inia geoffrensis
Os pesquisadores acreditam que as duas espécies são separadas geograficamente de modo natural por um conjunto de 16 cachoeiras no Madeira. Mas, em expedições desde 2004, encontraram animais entre as quedas também.
A principal barreira natural no rio, segundo Waleska, será transformada em lago com a finalização das usinas. "Os bichos devem ficar presos, sem descer nem subir o rio, e isso pode resultar em queda de população se as espécies não puderem se reproduzir", diz ela.
A análise do DNA dos botos é necessária porque, segundo a pesquisadora, morfologicamente as espécies são idênticas. "Só conseguimos diferenciar pela medida do crânio e pela genética", diz ela, responsável pela expedição que capturou 16 botos no Rio Madeira para a retirada de amostras. Os primeiros resultados devem sair em dezembro, segundo Waleska.
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