Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 - 11h30
Um povo de 300 nômades amazônicos encontra-se em fuga de máquinas escavadoras enquanto que o que resta de sua floresta está sendo rapidamente destruído. Cerca de sessenta membros desse povo não tem contato com pessoas do exterior.
A Survival Internacional lançou uma campanha urgente para a proteção dos Awá, um dos últimos povos caçadores-coletores verdadeiramente nômades no Brasil.
Madeireiros, fazendeiros e colonos estão invadindo a terra dos Awá, caçando animais de que eles dependem e expondo-os a doença e violência. Um grupo de madeireiros encontra-se apenas a três quilômetros de uma comunidade Awá.
Nos anos de 1970, a UE e o Banco Mundial financiaram uma enorme mina de minério de ferro e ferrovia na região, provocando um influxo de colonos. Mais de dois terços dos Awá contatados pelo governo nesse período morreram.
Hoje, muitos Awá são sobreviventes de massacres brutais. Um homem, Karapiru, caminhou pela floresta sozinho durante dez anos depois de sua família ter sido morta, acreditando ser o único Awá vivo. Ele se reuniu com outros Awá em 1988.
O governo brasileiro reconheceu legalmente a terra dos Awá no estado do Maranhão, mas está negligenciando proteger suas fronteiras.
Fiona Watson, coordenadora de campanhas na Survival, visitou alguns dos Awá contatados. Ela disse hoje, 'Os Awá são caçadores formidáveis e coletores exímios, mas eles necessitam cada centímetro de sua floresta para se sustentarem. Contra todas as probabilidades, eles sobreviveram até ao século XXI mas, a não ser que o governo aja rapidamente, eles podem não ver o final desse século.
Fonte: Survival
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