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Monitoramento do rio Madeira não aponta alterações nas águas


Monitoramento do rio Madeira não aponta alterações nas águas - Gente de Opinião

Garantir a manutenção da qualidade das águas do rio Madeira, durante e após a construção da UHE Santo Antônio é o principal objetivo do Monitoramento de Limnologia, iniciado há 4 anos. A equipe da empresa especializada Ecology Brasil  mantém monitoramento remoto, em tempo real, através de equipamentos instalados em vários pontos do reservatório a montante (acima)e a jusante (abaixo) da Usina Santo Antônio.

De acordo com o biólogo João Durval Arantes Junior,  são analisadas as águas do rio Madeira e dos afluentes, verificando parâmetros físicos, químicos e biológicos, além de plantas aquáticas (macrófitas), organismos microscópicos presentes na água (fitoplâncton e zooplâncton) e organismos visíveis a olho nu, que vivem no fundo do rio (macroinvertebrados bentônicos).

“A situação das águas do rio é parecida como o que era antes”, explica João Durval. “Os tributários localizados acima da usina foram barrados pelas águas do rio Madeira. Nos pontos em que monitoramos as águas ficaram mais turvas, mas isso varia de acordo com a época do ano, como nas cheias naturais do rio”.Monitoramento do rio Madeira não aponta alterações nas águas - Gente de Opinião

No acompanhamento das macrófitas - as plantas aquáticas - a equipe de monitoramento notou que houve um aumento em áreas de montante, onde a planta encontra ambiente favorável para se reproduzir, como em locais do reservatório que a água fica parada. Para João Durval, “as macrófitas servem de alimentos para peixes e invertebrados e, dificilmente, vão conseguir se reproduzir em quantidade tal que atrapalhe a operação da usina. O rio Madeira tem um volume e velocidade de água muito grandes, o que propicia um crescimento natural desta espécie vegetal”.

O monitoramento das águas do rio Madeira é feito em vários pontos localizados ao longo do reservatório da usina hidrelétrica Santo Antônio, em tributários e abaixo da barragem, onde são colhidas amostras para análise em laboratório. Além disso, a equipe faz o acompanhamento em tempo real, através de sondas instaladas em plataformas móveis, para fazer a medição na água a cada 30 minutos no que diz respeito ao pH, à temperatura, ao oxigênio dissolvido, à condutividade elétrica e turbidez. Como principal apoio à equipe de biólogos, há um flutuante onde foi instalado um laboratório de qualidade de água, onde são feitas as análises de amostras que necessitam ser processadas em até 24 horas,e conta com escritório, sala de reunião e alojamento.

A analista socioambiental da Santo Antônio Energia, bióloga Carolina Mariani, lembra que o monitoramento deve ser mantido durante toda a vida útil da usina, atendendo a uma das condicionantesdo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e determinação da Agência Nacional de Águas (ANA), “e mais ainda, mantendo a qualidade da água, não só para as pessoas que dela utilizam para diversos fins, como para o ecossistema. Por isso a nossa responsabilidade em manter este monitoramento é grande e somos muito criteriosos nestes estudos”.

  

Santo Antônio Energia

É a concessionária responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, localizada no rio Madeira, em Porto Velho (RO), e pela comercialização da energia a ser gerada. A usina, que iniciou a geração comercial de energia em 30 de março de 2012, gerará, a partir do fim de 2015, energia suficiente para abastecer o consumo de, aproximadamente, 40 milhões de pessoas. O empreendimento tem investimento de R$ 16 bilhões e é referência em construção de hidrelétricas sustentáveis. Os acionistas da Santo Antônio Energia são as empresas Furnas (39%), Odebrecht Energia (18,6%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%) e o Caixa FIP Amazônia Energia (20%). A UHE Santo Antônio é uma das primeiras grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, a entrar em operação.

Fonte: José Carlos Sá

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