Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

MARINA: 'A equação é como promover o desenvolvimento econômico com preservação ambiental'



Luana Lourenço
Agência Brasil

Brasília - A tendência de queda no desmatamento da Amazônia registrada pelo governo desde 2004 pode ser comprometida em 2008, por se tratar de "um ano atípico", de acordo com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

"Estamos trabalhando com afinco, e ao final [do ano] vamos fazer um balanço. É um ano atípico, tivemos uma longa estiagem, temos o período eleitoral em que a situação política fica muito tensa e ainda temos o problema grave em relação à questão do aumento do preço das commodities", afirmou a ministra hoje (9) após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados.

A taxa anual de desmatamento é calculada pelo Projeto de Estimativa de Desflorestamento da Amazônia (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o monitoramento, em 2004, a área desmatada foi de 27 mil quilômetros quadrados, em 2005, 18 mil quilômetros quadrados, em 2006, 14 mil quilômetros e em 2007, o número caiu para 11 mil quilômetros quadrados.

No entanto, números do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter) - outra ferramenta de monitoramento - registraram aumento do desmatamento nos últimos meses de 2007, tendência confirmada nos números mais recentes do Inpe, de fevereiro.

"Esperamos que a redução seja um processo continuado. Mas uma coisa é cair de 27 para 18 [mil quilômetros quadrados], outra é cair de 11 porque você vai tendo uma situação mais complexa. Voltamos a índices de desmatamento de 15 anos atrás. Imagina o que é chegar aos mesmos patamares com o aumento da infra-estrutura, da população e em pleno crescimento econômico", comparou.

Durante audiência na Câmara dos Deputados, a ministra negou que o Ministério do Meio Ambiente seja contra o desenvolvimento de atividades econômicas na Amazônia e afirmou que o governo vive "um novo paradigma" que reconhece a necessidade de crescimento sustentável, aliado à preservação dos recursos naturais.

"Eu não sou contra a energia, o desenvolvimento industrial, contra a agricultura, assim como os ministros da Agricultura, do Desenvolvimento da Indústria e de Minas e Energia também não são contra a preservação do meio ambiente", avaliou.

"A equação que temos que responder neste século é: como promover o desenvolvimento econômico com preservação ambiental e como promover a preservação ambiental com desenvolvimento econômico", afirmou Marina Silva.


 

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Projeto de ciência cidadã com jovens ribeirinhos inicia novo ciclo de  atividades no rio Madeira

Projeto de ciência cidadã com jovens ribeirinhos inicia novo ciclo de atividades no rio Madeira

A bacia amazônica é o maior sistema de água doce do mundo, e sua compreensão é enriquecida quando a pesquisa é feita por quem vive às suas margens.

Tecnologia e Natureza: estudo brasileiro utiliza sensores de baixo custo para monitorar purificação do ar por plantas

Tecnologia e Natureza: estudo brasileiro utiliza sensores de baixo custo para monitorar purificação do ar por plantas

Um novo estudo publicado no capítulo "Eletrônica Educacional: Uso de sensores para estudo do monitoramento de purificação do ar por plantas" revela

Programa Ecos doa materiais recicláveis à Catanorte

Programa Ecos doa materiais recicláveis à Catanorte

O Programa Ecos, do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/Instituto Fecomércio-RO, realizou a doação de 72 quilos de materiais recicláveis — entre plásticos

Uma Concertação pela Amazônia – Porto Velho promove encontro para debater soluções sustentáveis

Uma Concertação pela Amazônia – Porto Velho promove encontro para debater soluções sustentáveis

Porto Velho será palco de um encontro que propõe diálogo, articulação e construção de caminhos para o futuro da Amazônia. A iniciativa é promovida p

Gente de Opinião Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)