Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

MARINA: 'A equação é como promover o desenvolvimento econômico com preservação ambiental'



Luana Lourenço
Agência Brasil

Brasília - A tendência de queda no desmatamento da Amazônia registrada pelo governo desde 2004 pode ser comprometida em 2008, por se tratar de "um ano atípico", de acordo com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

"Estamos trabalhando com afinco, e ao final [do ano] vamos fazer um balanço. É um ano atípico, tivemos uma longa estiagem, temos o período eleitoral em que a situação política fica muito tensa e ainda temos o problema grave em relação à questão do aumento do preço das commodities", afirmou a ministra hoje (9) após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados.

A taxa anual de desmatamento é calculada pelo Projeto de Estimativa de Desflorestamento da Amazônia (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o monitoramento, em 2004, a área desmatada foi de 27 mil quilômetros quadrados, em 2005, 18 mil quilômetros quadrados, em 2006, 14 mil quilômetros e em 2007, o número caiu para 11 mil quilômetros quadrados.

No entanto, números do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter) - outra ferramenta de monitoramento - registraram aumento do desmatamento nos últimos meses de 2007, tendência confirmada nos números mais recentes do Inpe, de fevereiro.

"Esperamos que a redução seja um processo continuado. Mas uma coisa é cair de 27 para 18 [mil quilômetros quadrados], outra é cair de 11 porque você vai tendo uma situação mais complexa. Voltamos a índices de desmatamento de 15 anos atrás. Imagina o que é chegar aos mesmos patamares com o aumento da infra-estrutura, da população e em pleno crescimento econômico", comparou.

Durante audiência na Câmara dos Deputados, a ministra negou que o Ministério do Meio Ambiente seja contra o desenvolvimento de atividades econômicas na Amazônia e afirmou que o governo vive "um novo paradigma" que reconhece a necessidade de crescimento sustentável, aliado à preservação dos recursos naturais.

"Eu não sou contra a energia, o desenvolvimento industrial, contra a agricultura, assim como os ministros da Agricultura, do Desenvolvimento da Indústria e de Minas e Energia também não são contra a preservação do meio ambiente", avaliou.

"A equação que temos que responder neste século é: como promover o desenvolvimento econômico com preservação ambiental e como promover a preservação ambiental com desenvolvimento econômico", afirmou Marina Silva.


 

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 15 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia

Um canto incomum ouvido na Serra do Divisor, no estado do Acre, na fronteira com o Peru, levou o biólogo e ilustrador Fernando Igor de Godoy, doutor

“Vou estudar debaixo da árvore que plantei”: criança traduz o propósito do plantio que mira um Carnaval de carbono neutro

“Vou estudar debaixo da árvore que plantei”: criança traduz o propósito do plantio que mira um Carnaval de carbono neutro

A Ecoporé, instituição com 37 anos de história em Rondônia, e o Bloco Pirarucu do Madeira uniram forças em uma ação que redefine a relação entre as

De Rejeito a Recurso: Estudo sobre a Viabilidade do Condensado de Ar-Condicionado em Água Reutilizável

De Rejeito a Recurso: Estudo sobre a Viabilidade do Condensado de Ar-Condicionado em Água Reutilizável

Pesquisadores de Porto Velho-RO apresentam solução inovadora para reaproveitar água de ar-condicionado em prédios públicos, promovendo sustentabilid

Projeto ambiental do governo de RO resulta na soltura de 228 mil filhotes de tartaruga-da-Amazônia no Parque Estadual Corumbiara

Projeto ambiental do governo de RO resulta na soltura de 228 mil filhotes de tartaruga-da-Amazônia no Parque Estadual Corumbiara

Com o objetivo de fortalecer a preservação das espécies nativas da região amazônica e garantir a biodiversidade, 228 mil filhotes de tartarugas-da A

Gente de Opinião Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)