Porto Velho (RO) quinta-feira, 2 de abril de 2020
×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

Mais uma novela do Governo Federal em Rondônia


Operação da Força Nacional em RO: Mais uma novela do Governo Federal  

Ao todo serão 36 municípios visitados pela Força Nacional nos Estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia. A intenção é coibir o avanço do desmatamento na Amazônia.

Daniel Panobianco -
O Governo Federal começou na semana passada uma força tarefa, denominada “Operação Arco de Fogo”, com a Força Nacional de Segurança, Policia Federal, Ibama e outros órgãos ligados diretamente ao meio ambiente amazônico. Após constatar que o desmatamento cresceu muito ao final de 2007 – agravado pela forte estiagem anormal que atingiu principalmente Rondônia e Mato Grosso – somente agora o Governo se faz de ativo e lança mais uma de suas ações vistas pela sociedade e alguns veículos de comunicação como a real solução do problema.

O teatro de Marina Silva e Lula começou mais uma vez na Região Norte com esta operação. Como sempre e de costume, o governo Lula adora lançar operações para dizer que está atuando na Amazônia no combate ao desmatamento ilegal. Acontece que, assim como ocorreu no Pará semana passada, o grande foco da mídia em todo o Brasil atrapalhou muitas operações. É a velha história do “fala-se muito, age-se pouco”.

O exemplo vem de Tarilândia, no Pará, onde a “Operação Arco de Fogo” já fechou três madeireiras e cinco carvoarias, com destruição de 107 fornos. Foram apreendidos mais de 16 mil metros cúbicos de madeira ilegal e as multas aplicadas já chegam a R$ 1,79 milhão. Isso agora, no auge da operação. O que o Governo Federal deveria fazer era manter essa fiscalização, uma rotina permanente de combate ao desmatamento, mas como tudo no Brasil tem um momento final, passado o ‘auê’ que agora estampa páginas de jornais e revistas e contamina a tv, tudo voltará como antes.

Em Rondônia, a operação começou com tudo. Muitos homens armados, viaturas, um verdadeiro esquadrão de guerra para vistoriar propriedades dos municípios que mais desmataram em 2007. Porto Velho, Machadinho d’ Oeste, Cujubim e Pimenta Bueno. Outras tantas como Costa Marques e Vilhena também devem ser visitadas pela “comitiva do bem”.

O governo age nesse momento como se todo rondoniense fosse devastador da Amazônia. Como se em Rondônia toda a população só pensasse em derrubar a mata, pois o que importa é o avanço do progresso, do desenvolvimento com as riquezas extraídas. Mais uma vez, a prova de que o pulso de Marina Silva e Lula são fracos demais dentro da maior floresta do mundo.

O que a Força Nacional deveria fazer era vistoriar, fiscalizar, multar e prender os grandes, os “tubarões” do desmatamento. Grandes empresários, fazendeiros e políticos que há anos promovem o desmatamento ilegal na Amazônia. O pequeno agricultor que já vive com dificuldades, o madeireiro que investe em sua empresa e emprega várias pessoas, esse povo não merece ser tratado agora como bandidos sendo recebidos por um comboio espetacular, digno de filme de ação.

A novela de Marina Silva e Lula até enfeita as cidades por onde a operação está passando. Algumas pessoas, pobres de orientação e esclarecimento até acreditam que agora a coisa vai dar certo. Se o governo diz que vai frear o desmatamento na Amazônia é porque vai mesmo!

Pobres pessoas de espírito e desconfiança. Não há operação, mais anunciada possível e ocorrendo de forma irregular visando apenas pegar o pequeno, o de baixo poder, que tudo será resolvido.

Se o incentivo dos governos locais fosse apenas para derrubar áreas permitidas, aquelas que não interfiram em ecossistemas, nascentes ou leitos de rios, tudo poderia ocorrer de mãos dadas em Rondônia. O desenvolvimento continuaria, com o cultivo da soja, a pecuária crescendo mais ainda e com isso cidades se desenvolvendo e estradas sendo abertas.

A verdade é que não existe governo, entidade ou ação planejada que vá frear o que nós vemos e acompanhamos há pelo menos 30 anos! Enquanto houver árvore em pé em Rondônia, o desmatamento continua!

Fonte: De olho no tempo

Mais Sobre Meio Ambiente

Acordo de R$ 2,7 milhões na Justiça do Trabalho viabilizará projetos sustentáveis em Presidente Médici/RO

Acordo de R$ 2,7 milhões na Justiça do Trabalho viabilizará projetos sustentáveis em Presidente Médici/RO

Um acordo no valor de R$ 2,7 milhões homologado pela Justiça do Trabalho em Ji-Paraná/RO beneficiará projetos sustentáveis que visam o tratamento e re

Rio Madeira ultrapassa os 15 metros, dois a menos que em 2019, afirma Defesa Civil

Rio Madeira ultrapassa os 15 metros, dois a menos que em 2019, afirma Defesa Civil

O rio Madeira atingiu na segunda-feira (9) a cota de 15,24 metros, um pouco acima da média (15 metros), mas longe de uma enchente como a registrada em

Prefeitura de Porto Velho alinha medidas para a realização do Amazônia + 21

Prefeitura de Porto Velho alinha medidas para a realização do Amazônia + 21

O prefeito Hildon Chaves se reuniu no Prédio do Relógio (sede do poder executivo) na manhã desta segunda-feira (09), acompanhado do secretário adjunto

Policiais Militares do Batalhão Ambiental participam de oficina sobre Crimes Ambientais de Menor Potencial Ofensivo

Policiais Militares do Batalhão Ambiental participam de oficina sobre Crimes Ambientais de Menor Potencial Ofensivo

Sessenta Policiais Militares do Batalhão de Polícia Ambiental, de todo o Estado, participaram na manhã desta sexta-feira (28/2) da Oficina sobre