Quarta-feira, 19 de março de 2014 - 17h39


Atualmente, cerca de 60 caminhões com alimentos e medicamentos passam pela BR-364 em direção ao Acre, mas o trânsito é feito sob muitos riscos, porque há pontos em que a pista está encoberta pelas águas e não há sinalização indicando o caminho mais seguro. Para garantir que o estado não fique sem provisões, autoridades acreanas comunicaram à Defesa Civil de Rondônia que poderão enviar equipes para guiar os caminhoneiros no trajeto.
Guajará-Mirim
A enchente, que ontem registrou nível de 19,24 metros, desabrigou sete famílias no município de Guajará-Mirim, que até agora tinha apenas inundações, casas avariadas e 150 estivadores desempregados. Segundo o Corpo de Bombeiros do município, há, ainda, 398 famílias desalojadas, o que significa que tiveram que sair de suas casas, mas não estão em alojamentos oficiais.
No município de Nova Mamoré, o Exército retirou 15 famílias das residências, que foram inundadas. Outras 41 famílias estão desalojadas. As pessoas impactadas pela enchente estão recebendo cestas básicas, água potável, medicamentos e material de higiene.
Capital
Em Porto Velho, onde a enchente desabrigou 870 famílias e desalojou outras 1.744, seguem em ritmo acelerado as obras de estruturação do Parque dos Tanques, para onde devem ser remanejadas as famílias que estão nos abrigos providenciados pela Defesa Civil. Nesta quinta-feira,19, ficaram prontas as instalações das caixas d’água. Os banheiros químicos, que deverão ser diferenciados para adultos, crianças e pessoas portadoras de deficiências, também estão sendo montados.
“O deslocamento das famílias desabrigadas para o Parque dos Tanques será benéfico, pois cada uma terá uma barraca. Elas serão favorecidas no atendimento com segurança e saúde, que estão concentrados num só espaço”, avalia o tenente coronel Farias.
Na capital, as instalações da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, localizada no bairro Areal, tem o maior contingente de pessoas, cujas casas foram inundadas. Lá estão 67 famílias, que tem acompanhamento direto de equipes para que o acolhimento seja o melhor possível.
As famílias que estão nos abrigos recebem atendimento no Navio Hospital da Marinha, que está ancorado no porto organizado da capital. Diariamente, equipes realizam triagem para conhecer as demandas e providenciar o transporte para que os doentes cheguem até o navio.
Sem mortes
Até o momento não foi registrada nenhuma morte em decorrência da enchente do rio Madeira, detalhe que foi elogiado pelo ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, e pela presidenta Dilma Rousseff, na recente viagem que fizeram a Porto Velho.
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Ésio Mendes e Marcos Freire
Decom – Governo de Rondônia
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