Domingo, 11 de outubro de 2009 - 07h56
O fucarão ‘Katrina’, que causou milhares de mortes na região Sul dos EUA, em 2005, foi resultado de uma série de fenômenos climáticos registrados na região amazônica. A afirmação é do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Niro Higuchi, que ministrou palestra nesta quinta-feira (8) no segundo dia da Cúpula Amazônica de Governos Locais.
“O extremos deste ano não são piores que os extremos de 2005. O fenômeno dos temporais está relacionado com furacão Katrinha. Tivemos o excesso de evaporação aqui na Amazônia, depois o excesso de chuva e maior evaporação no oceano. Para onde foram todos esses vapores? Para Nova Orleans”, afirmou o pesquisador.
Segundo ele, tais fatores não estão isolados. Higuchi lembrou da seca de 2005 e dos fortes temporais que atingiram o estados do Acre, Rondônia, Amazonas e Amapá no ano seguinte, além da grande cheia deste ano vivida pelos amazonenses – o que, para ele, reflete as alterações no clima em escala global.
O cientista ressaltou a necessidade de se reduzir o desmatamento na Amazônia para que a região não colabore e nem seja vítima das mudanças climáticas. “A intenção é saber qual é o papel da Amazônia nas mudanças climáticas e como elas podem afetar a região”, disse.
O pesquisador revelou que os desmatamentos na floresta amazônica são responsáveis por aproximadamente 80% da emissão de gases do efeito estufa lançados pelo Brasil na atmosfera.
Higuchi destacou a importância da preservação da floresta como fator de equilíbrio climático em regiões do país que tem como principal atividade econômica a produção de alimentos. “44% das chuvas ocorridas na Amazônia vão para as regiões Sul e Sudeste”, destacou.
Fonte: De Olho No Tempo com informações do INPA
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