Porto Velho (RO) quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
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Meio Ambiente

INPE irá monitorar raios em Rondônia



INPE irá monitorar incidência de raios em Rondônia a partir de setembro. Monitoramento de descargas atmosféricas terá cobertura de todo o território nacional, segundo pesquisador do INPE.

Daniel Panobianco – Após receber uma boa noticia esta semana do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) da instalação de novas estações meteorológicas automáticas no Estado até o final do ano, agora é a vez do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) de São José dos Campos-SP, divulgar que Rondônia será um dos Estados contemplados ainda este ano com sensores de detecção de descargas atmosféricas.

O ELAT (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do INPE, em parceria com a RINDAT (Rede Integrada Nacional de Detecção de Descargas Atmosféricas) já dispõe de diversos sensores de detecção de raios no Brasil, principalmente nas usinas hidrelétricas do Sul, Sudeste e Nordeste e nos últimos anos tem aperfeiçoado muito o serviço de prevenção e estudos dos raios que todos os anos totalizam mais de 100 milhões de descargas só no Brasil.

Segundo o coordenador do ELAT, Dr. Osmar Pinto Jr., um sensor que está instalado em Vilhena e há anos não repassa as informações ao centro de pesquisa, por estar com o driver de transmissão danificado, até setembro, no máximo, deve voltar a operar enviando informações do Cone Sul de Rondônia, como quantidade e tipo de raios que todos os anos assolam a região e causam muitos prejuízos, quando não, mortes em animais e até pessoas.

Ainda segundo Pinto Jr., o ELAT está em parceira com o governo federal para a instalação de outros sensores de detecção de raios em Porto Velho, em virtude da construção das usinas no Madeira, o que traria mais segurança ao setor energético local.

Com os avanços nas pesquisas sobre os raios no Brasil, até 2010, a RINDAT promete cobrir 100% do território nacional em monitoramento das potentes descargas que todos os anos matam mais de 100 pessoas em todo o País e causam um prejuízo estimado em mais de R$ 15 milhões, principalmente ao setor de energia e telecomunicações.

Dados: ELAT – RINDAT
Fonte: De olho no tempo

 

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