Sexta-feira, 3 de junho de 2011 - 12h19
Marabá (03/06/2011) – O Ibama vai requerer o cancelamento das licenças ambientais emitidas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema) para 12 madeireiras de Nova Ipixuna, no sudeste do estado, onde há uma semana assassinaram os líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva. O superintendente do instituto no Pará, Sérgio Suzuki, entrega o documento que encaminha o processo de suspensão à secretária de Meio Ambiente do Pará, Teresa Cativo, em reunião hoje (03/06), em Belém.
“As madeireiras possuem vasta lista de antecedentes no cometimento de infrações ambientais junto ao Ibama. Mas, apesar das constantes multas impostas, as atividades irregulares persistem, muitas das vezes com o não atendimento, sequer, das exigências das licenças ambientais emitidas pela Sema do Pará”, justificou o superintendente.
O Ministério Público Federal também será acionado pelo Ibama, porque existem outros crimes envolvidos, como falsificação de documentos e inserção de informações falsas em sistemas de controle oficiais, como o Sisflora. “A reincidência também indica que essas madeireiras podem existir para permitir, facilitar ou ocultar a prática de crimes ambientais”, diz Suzuki.
Desde sábado (28/05), o Ibama intensificou a fiscalização ambiental em Nova Ipixuna. Esta semana, os agentes federais iniciaram vistorias nas madeireiras em atividade e constataram que eram todas reincidentes nos crimes ambientais. Até o momento, já foram aplicadas R$ 952,3 mil em multas e fechadas cinco empresas. Os fiscais também destruíram dezenas de fornos ilegais de carvão e multaram assentados que se associaram a madeireiros para exploração irregular da floresta dentro do Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, onde viviam os líderes extrativistas assassinados.
Fonte: Nelson Feitosa / Ibama/PA
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