Porto Velho (RO) sexta-feira, 21 de setembro de 2018
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Meio Ambiente

Ibama e PF fecham 15 serrarias em Rondônia



Foram apreendidos cerca de 3 mil metros cúbicos de madeira, avaliados em R$ 10 milhões. Multas aplicadas chegam a R$ 5 milhões.

Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e agentes da Polícia Federal fecharam 15 serrarias em Rondônia durante a Operação Arco de Fogo , nesta sexta-feira (20). Foi apreendida madeira escondida na Floresta Amazônica. 

Cerca de 3 mil metros cúbicos de madeira estavam em um terreno emprestado pela Prefeitura de Cujubim, em Rondônia. O carregamento está avaliado em R$ 10 milhões.

Pelas contas do Ibama, essa é apenas uma pequena parte do que é extraído ilegalmente no município.

“Nos últimos seis meses, nós calculamos que deve ter saído aproximadamente 20 mil metros cúbicos de madeira ilegal da cidade”, disse o coordenador do Ibama Antonio Wilson Pereira.

Cujubim vive da exploração de madeira. São 10 mil habitantes e 65 madeireiras. De acordo com o Ibama, a maioria desrespeita a legislação ambiental e comercializa madeira sem origem, retirada de locais onde não existe plano de manejo.

No total, 15 empresas foram fechadas. As multas aplicadas chegam a R$ 5 milhões.

Para tentar driblar a fiscalização, a nova tática dos madeireiros é abrir clareiras no meio da mata. No local, depositam as toras retiradas ilegalmente da floresta.

Segundo a Polícia Federal, a maior parte da madeira apreendida até agora em Cujubim foi nesta situação. “Foram utilizados helicópteros para fazer um patrulhamento aéreo e localizar essas madeiras. E foi utilizado um GPS para estabelecer a coordenada para que depois as equipes por terra pudessem chegar lá, identificar a madeira e apreender”, afirmou o delegado da Polícia Federal Caio Porto Ferreira.

Agentes da Força Nacional de Segurança da Polícia Federal também participam da segunda etapa da Operação Arco de Fogo.

Uma sala para audiências foi instalada na base da operação. Uma juíza e uma promotora de Justiça ouvem as partes envolvidas nos crimes ambientais e, nos casos mais simples, a sentença pode sair na hora. 

Fonte: Do G1, com informações do Jornal Nacional
Foto: Arquivo/Montezuma Cruz

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