Porto Velho (RO) segunda-feira, 24 de setembro de 2018
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Meio Ambiente

Fumaça das queimadas castiga população de Rio Branco (AC)



Densa nuvem de fumaça se formou sobre Rio Branco (AC) às 17h34 deste domingo como conseqüência da queimada de florestas e pastagens na região. A partir de sexta-feira, o céu que vinha se mantendo com poucas nuvens, começou a ficar poluído de fumaça pela primeira vez neste ano por causa da frente fria que se dissipou no dia seguinte, além da baixa umidade que favorece as queimadas.Nem toda a fumaça está sendo gerada no Acre, de acordo com relatório do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre focos de queimadas. Na Bolívia, país vizinho ao Acre, o Inpe registra hoje 929 focos acumulados de queimadas. No Brasil são 2248 focos, sendo 813 no Pará, 401 no Mato Grosso, 262 em Tocantins e 97 em Rondônia. No Acre, apenas 16 focos acumulados de queimadas.Na semana passada foram detectados no Acre 42 focos de calor. O município de Feijó e Sena Madureira, onde está sendo asfaltada a BR-364, desde o ano passado passaram a ser os municípios que concentram maior quantidade de focos. No ano passado, no mesmo período, forma 159 focos de calor em todo o estado. 

Embora seja final da estiagem na Amazônia, a chuva tem sido bem distribuída em todo o Estado, quando o nível dos rios alcançam níveis considerados muito baixos. Nos municípios de Xapuri e Rio Branco os níveis do Rio Acre oscilam entre 2,0 e 3,0m. Já em Assis Brasil e Brasiléia, na fronteira com o Peru e a Bolívia, o nível oscila entre 1,0 e 2,5 m. No ano passado, nesse mesmo período, o nível do Rio Acre, em Rio Branco, oscilava entre 2,0 e 2,5m. Por força de uma ação do Ministério Público Federal, a Justiça Federal obrigou o governo do Acre a conceder autorizações para atividade de queima controlada de pastagens e florestas somente para a prática de agricultura familiar, em até três hectares. Ficou estabelecida a meta de que o uso do fogo seja gradativamente abolido no Estado até 2012. O Acre sofreu sérios prejuízos sociais e ambientais durante a estiagem de 2005, quando a população chegou a usar máscara por causa do excesso de fumaça gerada no Estado, na Bolívia, Rondônia e Mato Grosso. 

Fonte: De Olho No Tempo com informações do Blog da AmazÔnia)
 

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