Porto Velho (RO) quarta-feira, 19 de setembro de 2018
×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

Falta de qualidade técnica de estudos compromete criação de áreas de conservação


Meio AmbienteRio+20
Carolina Gonçalves e Renata Giraldi

Agência Brasil, Rio de Janeiro - A inclusão do compromisso com a proteção dos oceanos no documento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, é celebrada pelo governo como uma das grandes vitórias nas negociações que precederam a reunião de cúpula do evento. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ressaltou o esforço feito pela delegação brasileira para garantir que o tema fosse contemplado no texto.

"[Durante as negociações da Rio+20] o Brasil se dedicou à questão dos oceanos para ter uma referência no documento. Foi uma das nossas prioridades", disse ela.

Em suas últimas entrevistas, Izabella Teixeira tem reiterado a importância que o governo atribui a essa área. Nos últimos dias, negociadores brasileiros e estrangeiros buscaram consenso em torno de questões divergentes.

No caso dos oceanos, o debate seguia entremeado de rumores sobre as resistências norte-americana e japonesa de aderir ao compromisso de proteção em alto-mar. Depois que o texto foi concluído, na madrugada de anteontem (19), o chefe da delegação norte-americana na Rio+20 negou que os Estados Unidos tenham tentado bloquear o acordo.

Apesar da posição brasileiro pela inclusão do tema, o governo tem sofrido críticas de movimentos ambientalistas que consideram lento o processo de criação de áreas de conservação marinha. Ao ser perguntada sobre a estratégia brasileira para assegurar a proteção dessas áreas, Izabella Teixeira assegurou que as áreas de proteção marinha e costeira serão ampliadas.

Segundo a ministra, para ampliar as regiões protegidas "é preciso se basear em estudos e na legislação". Sobre expectativas recentes em relação a áreas em Abrolhos, no sul da Bahia, ela disse que as análises que precedem a criação dessas unidades ainda não têm a qualidade técnica desejada.

""Não temos nenhuma restrição [à identificação de áreas de proteção]. Mas, os estudos não são sérios, é preciso se dedicar mais a isso", acrescentou Izabella Teixeira.
 

Mais Sobre Meio Ambiente

SP corre risco de enfrentar crise hídrica mais grave que a de 2014

SP corre risco de enfrentar crise hídrica mais grave que a de 2014

O Sistema Cantareira, que abastece parte da capital paulista e da Região Metropolitana, estava com quase 60% da capacidade um ano antes da crise de 20

Novo marco legal do saneamento gera polêmica no setor

Novo marco legal do saneamento gera polêmica no setor

Agentes reguladores estão avaliando a medida provisória

Parque Ecológico Municipal recebe plantio de Ipê e Flamboyant

Parque Ecológico Municipal recebe plantio de Ipê e Flamboyant

Um grupo de 30 crianças da Fundação JiCred plantou mudas de ipê e flamboyant no Parque Ecológico Municipal. A ação foi realizada pelo Sistema Cooperat