Sábado, 23 de janeiro de 2010 - 15h37
Além dos trabalhos de pesquisas normalmente desenvolvidos, com vistas a garantir a produção de sementes de boa qualidade, a Embrapa Hortaliças está investindo na adoção de novas tecnologias. É o caso do projeto em andamento, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que visa definir a estrutura e fisiologia das sementes de hortaliças por meio do uso de imagens de raios-x.
De acordo com o pesquisador Warley Nascimento, chefe-adjunto de Comunicação e Negócios e coordenador da área de sementes, o projeto tem como meta adequar a metodologia e investigar alternativas para utilização de raios-x e imagens digitais na avaliação da qualidade de sementes. "A utilização de técnicas simples, rápídas e não destrutivas, como as adotadas em análise de imagens digitais e radiográficas, que possam fornecer informações mais precisas a respeito da qualidade de lotes de sementes, aumenta a possibilidade de sucesso na produção e conservação de várias espécies", traduz o pesquisador. Ele informa que inicialmente serão testadas sementes de abóbora e de morangas.
Os testes serão realizados no laboratório de Análises de Sementes da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz – Esalq, um dos parceiros da Embrapa Hortaliças. No plano de ação descrito no projeto, sementes serão submetidas a várias intensidades e períodos de exposição aos raios-x para que se possa determinar o procedimento mais adequado. O pesquisador explica que após a definição desses parâmetros, as sementes serão avaliadas para que se identifique sua morfologia – se íntegras, vazias ou mal formadas.
Quando identificadas, as sementes serão classificadas conforme sua anatomia interna: cheias, com áreas vitais, e estruturadas; vazias, se com menos de 50% de tecido embrionário; e as sementes mal formadas. Com a classificação são evitadas as misturas de sementes de qualidade e aquelas que devem ser descartadas.
Como exemplo, ele relata as análises feitas por meio de raios-x em um lote de sementes de abóbora. "As imagens detectaram que algumas dessas sementes apresentaram má formação do embrião, ou seja, elas não estão totalmente cheias, e isso irá refletir na qualidade da germinação".
Além da Esalq, também são parceiras da Embrapa Hortaliças o Instituto Agronônomico de Campinas (IAC), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal.
Anelise Macedo – MTB 2749/DF
Embrapa Hortaliças
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