Terça-feira, 25 de março de 2008 - 15h32
Luana Lourenço e Marco Antônio Soalheiro
Agência Brasil
Brasília - Por questões políticas, a Operação Arco de Fogo, deflagrada para combater o desmatamento ilegal na Amazônia, enfrentará mais dificuldades em Rondônia do que nos estados do Pará e de Mato Grosso, onde também já foi iniciada. A avaliação é do chefe de fiscalização da superintendência estadual do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Antônio Hernandes Torres.
"É mais complicada [a operação] em Rondônia porque, além da própria extração ilegal de madeira, a arquitetura envolve agentes políticos ligados ao governo estadual", afirmou Torres.
O secretário estadual de Desenvolvimento Ambiental, Augustinho Pastore, também apontou divergências políticas como causa das dificuldades de acordo entre a secretaria e o órgão federal: “A divergência é política. O PT quer mandar. Mas aqui no estado, o governo não é do PT.”
A cidade de Machadinho D`Oeste, onde a operação está concentrada, é, segundo Antônio Torres, rota de foragidos da Justiça e "abriga gangues que também se utilizam do crime ambiental para seu sustento econômico". O tráfico de drogas e a grilagem de terras públicas também se destacam na região.
“A dificuldade deles [Ibama] é porque vieram para cá achando que Rondônia era uma desgraceira, que era pior que o Pará e Mato Grosso. E não é”, avaliou o secretário Pastore.
A realização de uma operação paralela de combate ao desmatamento na mesma região, pelo governo de Rondônia, é definida por Torres como um tentativa de "colocar névoa" na atuação dos fiscais federais. "Ela prejudica no sentido de ter antecipado algumas coisas que poderíamos ter feito. Mas de maneira alguma vai interferir no resultado final da nossa operação", argumentou.
Pastore respondeu que “temos um cronograma, desde janeiro, de todas as operações que vamos realizar – e em janeiro eu não sabia da Operação Arco de Fogo ou arco de nada”. Ele disse que pretende manter o calendário de ações do governo estadual, independentemente da atuação de operações federais na região.
E acrescentou: “Em 30 dias eles não encontraram nada aqui em Rondônia. Esse pessoal do Ibama gosta de transformar minhoca em sucuri.”
De acordo com o Ibama, até hoje (25) foram apreendidos mais de 1.030 metros cúbicos de madeira ilegal em Machadinho D`Oeste. Nos próximos dias, a operação será deslocada para outros municípios do estado.
Quarta-feira, 25 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Uma Concertação pela Amazônia – Porto Velho promove encontro para debater soluções sustentáveis
Porto Velho será palco de um encontro que propõe diálogo, articulação e construção de caminhos para o futuro da Amazônia. A iniciativa é promovida p

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Defensoria Pública da União (DPU) promoveram, na última quarta-feira

A comunidade ribeirinha do Baixo Madeira e a população em geral de Rondônia estão convidadas a participar da audiência pública ‘Rio Madeira, as muda

A startup brasileira LandPrint acaba de ser reconhecida como uma das 12 melhores tecnologias globais para análise de riscos físicos e financeiros as
Quarta-feira, 25 de março de 2026 | Porto Velho (RO)