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Meio Ambiente

Din-din, macaxeira e muita perseverança representam Rondônia em Feira Nacional



A Associação Comunidade Grama Padre Claret gosta de ser empreendedora. Fundada há 18 anos, é a mais antiga de Nova Mamoré, também a única de agricultores familiares a comercializar produtos na região, além de investir na infra-estrutura mesmo com as dificuldades, tudo com preocupação ambiental. São essas características que garantiram a escolha da associação, que reúne assentados dos projetos Esmosina Pinho, Floriano Magno, Pau Brasil e agricultores do Distrito de Nova Dimensão, para representar Rondônia na V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, que acontece de 26 a 30 de novembro, no Rio de Janeiro. Din-din, macaxeira e muita perseverança representam Rondônia em Feira Nacional  - Gente de Opinião

"Muitos se inscreveram e é a terceira vez que conseguimos ir", comemora a secretária-geral Roseli Barbosa, que viaja com outros dez empreendedores selecionados pela Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário no estado. Os associados estão animados e trabalham para formar o estoque de 200 quilos de farinha de macaxeira que pretendem levar à feira. Além disso, a Grama pretende embarcar os tradicionais "din-din" de cupuaçu rondonienses, preparados de polpa congelada conhecidos em outros estados por nomes como sacolé, gelinho ou chupe-chupe.

Os dois produtos refletem bem a base de produção dos povos tradicionais da floresta e dos agricultores familiares do estado. Mas são uma pequena amostra da diversidade de produção da Associação, que também investe em leite, café, arroz e mel.

"Antes os associados só queriam investir no leite e temiam mexer com outras coisas, mas como a questão ambiental proíbe desmatar mais, para ampliar a produção e o lucro, só diversificando", explica o presidente Ecimar Viana Rosa. Assim, é possível garantir renda durante todo o ano, de acordo com a safra de cada produto, e também formar estoque para vender quando o preço está melhor.

União produtiva

Para garantir bons lucros, o associativismo é indispensável. Juntos, já investiram em frigoríficos para conservar as polpas, máquinas de beneficiamento de arroz, café e farinha, além de erguerem as sedes da cidade e do distrito. "Associados conseguimos mais recursos e melhor preço. A união faz a força", comemora Ecimar. O resultado vem em números. Em dois anos produzindo cupuaçu foram 100 toneladas de polpa e a última safra do café deu 1.350 sacas. Agora a intenção é expor todo esse trabalho. "A participação na feira expande mais a associação, mostra o que fazemos para o Brasil todo", revela Roseli.

Fonte: Incra/ Vanessa Ibrahim

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