Quinta-feira, 21 de dezembro de 2023 - 10h02

Quase 1/3 dos municípios de Rondônia estão em estado crítico ou em
situação de alerta no que diz respeito ao fornecimento de água à população. A
situação é mais um dos reflexos da seca no Estado, causada pelo fenômeno “El
niño”, e que coloca as autoridades em estado constante de alerta.
A afirmativa é do comitê de crise hídrica do estado de Rondônia, que
também afirmou à imprensa, durante encontro oficial; que a situação nestas
regiões melhorou um pouco devido às últimas chuvas registradas.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Nilvaldo
Azevedo Ferreira, que é o líder do comitê de crise hídrica, em que pese o fato
de as chuvas terem amenizados a situação de modo temporário, elas não resolvem
o problema em definitivo. Isso porque, segundo ele, os efeitos do “El niño”
duram aproximadamente três anos, logo seus reflexos serão sentidos até meados
de 2025.
Os dados do comitê dão conta de que Cerejeiras, Corumbiara, Espigão d’
Oeste, Jaru, Ji-Paraná e Ouro Preto d’ Oeste, são os municípios classificados
em situação crítica, uma vez que os rios e mananciais utilizados para o
fornecimento à população estão em níveis críticos. No município de Espigão d’
Oeste, especificamente, o rio Palmeiras utilizado para captação de água entrou
em colapso.
O Governo do Estado, por meio da Companhia de Água e Esgoto de Rondônia
(Caerd), com a colaboração do Departamento de Estradas de Rodagens e Transporte
(DER) e Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos (Seosp) interviu e
realizou a coleta de outro manancial para suprir a demanda do município, que
decretou estado de calamidade pública em decorrência do problema causado pelo
“El niño”.
Já os municípios de Castanheiras, Colorado do Oeste, Mirante da Serra,
Ministro Andreazza, Parecis, São Miguel do Guaporé, Santa Luzia d’ Oeste,
Seringueiras, Teixeirópolis, bem como o distrito de Vista Alegre do Abunã
(região que pertence a Porto velho) estão classificados pelo comitê em nível de
alerta.
O comitê de crise hídrica do estado de Rondônia aponta que os níveis dos
rios que cortam o Estado devem chegar a, no máximo, 60% de suas capacidades
totais, fato que mantém a condição de alerta de todas as autoridades
relacionadas ao assunto.
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