Quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008 - 07h13
Marco Antônio Soalheiro
Agência Brasil
Brasília - O professor e climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre disse que a divulgação feita pelos Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência e Teconologia (MCT) dos dados preliminares sobre desmatamento na Amazônia não foi precipitada, diante de tendência crescente de desmatamento registrada no segundo semestre de 2007, após três anos de queda.
"É correto chamar a atenção da sociedade, da classe política, do setor produtivo e dos órgãos de meio ambiente? Eu acho que sim", disse Nobre, em entrevista à Agência Brasil.
Para reforçar sua tese, o pesquisador recorreu a uma analogia com os indicadores econômicos: "Os institutos que medem índice de inflação, no primeiro soluço com viés de alta, botam a boca no trombone, e [isso]é manchete em todos os jornais."
Segundo Nobre, os ministérios cumpriram com uma obrigação constitucional: "Para que o total do desmatamento de agosto de 2007 a julho de 2008 seja menor que o de um ano atrás, vai ter que haver um enorme esforço de redução do desmatamento nos próximos meses. Essa mensagem é muito clara e necessária."
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