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Defesa Civil teme chuvas e cheia de afluentes do Rio Acre


Gilberto Costa
Agência Brasil

Brasília - O nível do Rio Acre diminuiu para 17,42 metros em Rio Branco, mas ainda faltam mais de 4 metros para ficar abaixo do nível de transbordamento (13,2 metros) e mais de 5 metros para alcançar a normalidade (12 metros).

As informações são do coronel Josias de Oliveira, coordenador da Defesa Civil no Acre. Ele teme que, apesar da diminuição do nível do rio, as chuvas que continuam e a cheia em afluentes, como o Rio Purus, tornem a elevar o volume de água do Rio Acre.

Segundo Oliveira, as cidades de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri, começam a voltar à normalidade e, com a baixa do rio, a Defesa Civil inicia trabalho de limpeza das áreas atingidas.

A preocupação maior é com a capital Rio Branco e com as cidades de Porto Acre e Sena Madureira. Oito em cada dez pessoas afetadas com a cheia do Rio Acre moram nesses municípios (mais de 109 mil pessoas até ontem, segundo o Ministério da Integração Nacional).

Em todo Acre, 133,3 mil pessoas foram atingidas até ontem; 11,6 mil foram deslocadas para abrigos públicos do estado ou dos municípios e 105,6 haviam deixado suas casas.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Acre abriu uma conta-corrente no Banco do Brasil para receber doações. O número da agência da conta OAB Solidária é 3550-5 e o número da conta é 7924-3.

Conforme o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, ligado ao Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), “a chuva ocorrida sobre o Norte do Brasil nesta época do ano é provocada principalmente pela combinação da elevada temperatura e o alto teor de umidade do ar”. Em 27 dias, a chuva acumula 355 milímetros (mm), 25% a mais do que média climatológica para o mês de fevereiro, de 284,8 mm.
 

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