Terça-feira, 23 de julho de 2024 - 11h48

Dos nove rios que banham Rondônia,
cinco registraram mínimas abaixo da média no comparativo entre os dois anos
anteriores. Os dados são fornecidos pela Agência Nacional de Águas (ANA), e
endossados pelo governo do estado, que possui uma sala de situação com
monitoramento constante do fluxo hídrico. O relatório é resultado de um
acompanhamento semanal, desdobramento de um trabalho em conjunto de autoridades
estaduais e federais que estão desenvolvendo ações para mitigar os efeitos da
seca, que neste ano, de acordo com previsões meteorológicas pode ser mais
intensa. A escassez de água está prevista em toda a região Norte e se dá em
decorrência do El Niño (fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento
anormal das águas do oceano Pacífico na sua porção equatorial).
Segundo o relatório produzido pela Secretaria de
Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), com medições referentes à semana
do dia 15/7 a 22/7, o rio Madeira, em Porto Velho, está com 2,71 metros de
profundidade. O rio Machado, em Ji-Paraná, registrou 6,36 metros; enquanto o
rio Jaruaru, em Jaru, 0,64 metros. O rio Pimenta, em Pimenta Bueno, está com 3,70
metros; o rio Mamoré, em Guajará-Mirim, 6,14 metros; e o Guaporé, em Costa
Marques, 4,01 metros. O rio Jamari, em Ariquemes, está com 1,44 metros; e o rio
Candeias, em Candeias do Jamari, com 9,99 metros.

O comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia
(CBMRO), coronel Nivaldo de Azevedo, é o coordenador do comitê de Crise
Hídrica, que foi criado pelo governo de Rondônia para gerenciar o problema. O
comandante da Corporação comentou acerca do assunto e reiterou que a seca
intensa no estado é uma realidade que pode causar muitos problemas a todos.
“Não choveu o suficiente para encher os mananciais e os lençóis freáticos. Esse
fator, somado ao fato de que a seca do ano passado também foi forte, gerou uma
seca mais intensa em 2024. Estamos fazendo o monitoramento periódico e buscando
soluções para garantir o fornecimento de água, mas o problema é real e
precisamos da colaboração de todos.”
Ainda segundo o comandante do CBMRO, o
monitoramento dos rios continua e a população precisa colaborar com o consumo
consciente de água. Os esforços que o governo tem aplicado em torno da situação
só irão surtir efeito com a participação de todos. “Municípios, estado, órgãos
de fiscalização e controle, União, todos estão engajados no processo. As
pessoas também precisam colaborar utilizando água de forma consciente, sabendo
que estamos enfrentando um momento difícil em se tratando de recursos
hídricos”, enfatizou.
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