Quinta-feira, 9 de maio de 2019 - 10h34

O líquido da decomposição do
lixo orgânico é rigorosamente tratado em aterros da MFM Soluções Ambientais e
vira água que pode ser usada para irrigação
Um dos maiores vilões da
conservação do solo e das águas subterrâneas (lençol freático) no mundo é o
chorume, que é o líquido da decomposição do lixo orgânico. A substância fétida
e infectante tem cor escura e sua maior produção, claro, pode ser vista em
lixões a céu aberto ou aterros sanitários. No caso lixões, o chorume é ‘mortal’
para o meio ambiente, já em aterros sanitários, que possuem a Estação de
Tratamento de Efluentes (ETE), o líquido é devidamente tratado e devolvido como
água para a natureza.
O chorume pode ser produzido
ainda em lixeiras domésticas e urbanas, como lembra o gerente do Aterro
Sanitário Regional de Ji-Paraná, Valdiney Lima, que é gestor ambiental: “O lixo
orgânico depositado em saquinhos plásticos também produz chorume”. Ou seja, o
risco de contaminação é grande já que as lixeiras em geral ficam próximas a
cozinhas.
Valdiney destaca que o chorume
tem poder de contaminação 200 vezes maior do que o esgoto sanitário, que tem
composição somente orgânica. “O chorume, além do lixo orgânico, apresenta itens
tóxicos, metais pesados e até mesmo radiação”, revela.
A boa notícia é que onde
Valdiney trabalha o chorume é rigorosamente tratado, com procedimentos físicos
e químicos. Os aterros sanitários regionais em Vilhena, Cacoal e Ji-Paraná,
obras da MFM Soluções Ambientais, empregam tecnologias de ponta para tratar o
líquido, com lagoas e a ETE.
O processo é tão rigoroso que,
ao final, o chorume literalmente vira água, como explica Valdiney: “Que pode
ser usada na irrigação”. O nível de pureza dessa água fica acima do que
recomenda o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Por isso, a MFM já é
considerada uma empresa produtora de água a partir do chorume. A capacidade
atual é de 1,5 milhão de litros por dia, somando as operações em Vilhena,
Cacoal e Ji-Paraná.
Cerca de 60% do lixo depositado
é orgânico
O gerente Valdiney afirma que
60% de todo o lixo urbano recebido no aterro é orgânico, matéria que produz uma
quantia significativa de chorume, num primeiro momento. O Aterro Sanitário
Regional de Cacoal, por exemplo, produz cerca de 250 mil litros, dia, de
líquido tratado a partir do chorume. Valdiney explica que essa quantidade de
líquido tratado varia segundo o clima (chuvas) e recebimento de resíduos
sólidos urbanos: “Quanto mais lixo nas células de disposição final, mais
possibilidade de aumentar a produção de líquido tratado”.
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