Quinta-feira, 19 de julho de 2007 - 14h38
Costeletas de carneiro assadas na brasa. Guisado ou à caçadora, com brócolis no vapor e batatas coradas. Cordeiro à cabidela, bisteca, buchada - não importa: qualquer que seja seu modo de preparo, a carne de carneiro é uma da mais apreciadas em todo o planeta, e, no Brasil, hoje, Rondônia já se inclui entre os Estados onde a ovinocultura se firma como atividade economicamente sustentável para centenas de pequenos produtores e, para o consumidor, pelo deleite à mesa, com uma das carnes mais macias e saborosas da culinária nacional.
Estas conclusões restam evidentes no "Diagnóstico da Ovinocultura de Rondônia em 2007 - Resultados e Discussões", elaborado e apresentado ao público no último sábado (14/07) em Ji-Paraná, durante a Expojipa, por técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura, Produção e do Desenvolvimento Econômico e Social (SEAPES), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Emater/RO. "Esse estudo é pré-condição para que formatemos um plano de negócios dirigido à profissionalização do setor", ressaltou o Chefe de Gabinete da secretaria, Evaldo Lima, que representou o titular da pasta, Marco Antonio petisco, durante a apresentação na Expojipa
É de 107.000 cabeças, distribuídas majoritariamente em propriedades com até 100 animais, o rebanho atual, que concentra-se em torno de sete municípios-pólo: Porto Velho (16 400 cabeças), Ariquemes (14 140), Ji-Paraná (15 800), Pimenta Bueno (10 700), Vilhena (14 600), Rolim de Moura (14 000) e Alvorada do Oeste (10 900). Elas já representam mais de 20% de todo o plantel de carneiros, borregos e tenreiros criados nos Estados da região Norte, com destaque para Rolim de Moura e Alvorada do Oeste, onde os rebanhos praticamente duplicaram nos últimos quatro anos.
Os dados emergem de 180 entrevistas feitas por extensionistas da Emater em todos os 52 municípios, a partir de questionários formulados, compilados e decupados pelos médicos-veterinários Sandra Régia de paula Carvalho (SEAPES), Emanuela Panizi Souza (Emater/RO) e Francisco Goulart Neto (Embrapa/RO), com criadores de pequeno e médio porte, entre novembro de 2006 e janeiro de 2007.
Os questionários revelaram dados interessantes: o sistema de criação mais adotado, por exemplo, ainda é o da monta natural, o que justifica o predomínio das variedades mestiças da raça Santa Inês no perfil genético do rebanho.
Sobre as condições climpátias, apuroru-se a semelhança com o da Austrália, que possui o terceiro maior rebanho mundial (106,4 milhões), atrás apenas de Índia (182,5 milhões) e China (366,6 milhões), e, especificamente em Rondônia, existe um componente cultural favorável ao crescimento da atividade: como boa parte da população é formada por migrantes vindos do Nordeste e da região Sul, onde se concentram os cinco maiores rebanhos nacionais (RS, 3.973 milhões de cabeças; BA, 3,732 milhões; CE, 2,044 milhões; PI, 1,643 milhões e PE, 1,122 milhões), o hábito de ter carneiro à mesa nas refeições tem maiores chances de se enraizar.
"O estudo demonstra que, em todo o país, está em franca expansão o mercado consumidor para a carne ovina, tanto que, em 2006, foram importadas 8.200 toneladas, entre carne desossada e resfriada e carcaças congeladas", afirma Marco Antonio Petisco, secretário titular da SEAPES.
À frente de programas de incentivo à produção de pequenos animais, o secretário de Estado da Agricultura observa: "Uma das principais constatações deste estudo é de que a cadeia produtiva pode atingir nos próximos anos um volume de produção suficiente para viabilizar a instalação de um frigorífico especializado no processamento da carne ovina, cuja arroba hoje vale de R$
Fonte: Decom
Terça-feira, 27 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
A Prefeitura de Porto Velho informa o registro de avistamento de uma onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, nas proximidades do

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia
Um canto incomum ouvido na Serra do Divisor, no estado do Acre, na fronteira com o Peru, levou o biólogo e ilustrador Fernando Igor de Godoy, doutor

A Ecoporé, instituição com 37 anos de história em Rondônia, e o Bloco Pirarucu do Madeira uniram forças em uma ação que redefine a relação entre as

Pesquisadores de Porto Velho-RO apresentam solução inovadora para reaproveitar água de ar-condicionado em prédios públicos, promovendo sustentabilid
Terça-feira, 27 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)