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Meio Ambiente

Calor e ar seco castigam Rondônia; Porto Velho tem dia mais seco do ano



A forte massa de ar seco e quente está em plena intensidade sobre o Brasil. Neste sábado, a capital de Rondônia registrou o dia mais seco do ano, com umidade de apenas 16%.

Daniel Panobianco – Recorde atrás de recorde. Assim tem se comportado o tempo em todo o Estado de Rondônia nos últimos dois meses. Nunca fez tanto calor por um tempo tão prolongado na região. Nunca, os valores de umidade relativa do ar estiveram tão críticos por dias, semanas seguidas.

Neste sábado, um novo recorde de tempo seco e calor intenso foi batido, desta vez na capital, Porto Velho. De acordo com dados da estação automática do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), que está instalada na Zona Sul, região do Aeroclube de Rondônia, a umidade mínima atingiu apenas 16% entre 15 e 16 horas (local). Este é o menor valor de umidade na atmosfera em 2008. Na sexta-feira, o valor mínimo do ano até então tinha chegado a 19%. A temperatura máxima chegou a 36,9°, um décimo a menos do recorde de 2008 registrado no dia 16 de agosto.

Na Zona Norte, região do Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira houve recorde tanto de umidade mínima quanto de temperatura máxima. O valor de umidade chegou apenas a 17% quebrando o recorde de 24 horas antes que era de 20%. Já a temperatura máxima atingiu os 37,0°C, a maior desde agosto de 2006, quando na ocasião, a máxima atingiu os 37,1°C no dia 24.

Outro recorde em Porto Velho foi batido, o da baixa visibilidade horizontal durante todo o dia. Dados de METAR, por 24 horas seguidas, não acusaram mais do que 5 mil metros de visibilidade horizontal, sendo o menor valor, de 2900 metros, no inicio do dia. As queimadas registradas na região de Lábrea e Humaitá, no Amazonas, contribuíram para o agravamento dos poluentes no norte de Rondônia, que também registrou vários focos de queimadas, principalmente em áreas de lei, florestas nacionais e reservas indígenas.

Em Ariquemes, dados da estação automática do INMET acusaram umidade mínima novamente de apenas 17%, mesmo valor registrado na sexta-feira, como o menor do ano e temperatura máxima de 37,9°C, também igual ao valor observado no dia 20 de agosto, como o maior de 2008.

Em Cacoal, a umidade chegou a 15%, na estação automática do INMET, 1% acima do recorde de sexta-feira, de 14%. A temperatura máxima na cidade chegou a 36,7°C, sendo que o recorde de 2008 é de 37,5°C registrado nos dias 5 e 19 de agosto.

Na fronteira com a Bolívia, Guajará-Mirim teve a temperatura mais branda do Estado. Dados de METAR indicaram máxima de 34,0°C às 15 horas (local). As maiores temperaturas em 2008 são dos dias 16 e 22 de agosto, com 38,0°C. A umidade mínima também foi a maior de todo o Estado, com 33%. Na sexta-feira, Guajará-Mirim registrou apenas 16%.

Em Ji-Paraná, a umidade manteve-se baixa. O valor observado em duas estações meteorológicas, uma do SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia) e outra particular, no Centro da cidade, foi de 16%. O recorde de 2008 é de 14% registrado na sexta-feira. A temperatura máxima, pela terceira vez no mês de agosto, atingiu os 38,0°C. O recorde em 2008 é de 38,5°C registrado no dia 20. Na cidade, a temperatura máxima desde o dia 26 de julho, não fica abaixo dos 35,0°C.

No Sul do Estado, Vilhena registrou umidade mínima de 24%. O recorde anual é de 22%, registrado nos dias 21 e 22 de agosto. A temperatura máxima, segundo dados de METAR alcançou pela terceira vez no mês, 34,0°C, sendo o maior valor em 2008.

Os valores de umidade observados neste sábado deixam todo o Estado, salvo apenas uma pequena parte do oeste, região de Guajará-Mirim, em Estado de Alerta. Os valores entre 12% e 20% são prejudiciais à saúde, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

As previsões dos institutos, principalmente INMET e CPTEC/INPE apontam para um domingo literalmente escaldante em Rondônia. A temperatura máxima pode bater novo recorde, inclusive na capital. A umidade também deve permanecer muito baixa, com risco de quebra de recorde novamente.

O tempo só deve começar a mudar definitivamente no próximo final de semana. Para a esperança dos agricultores e da população em geral, que esperam ansiosos pela chuva, as simulações dos modelos numéricos, ainda que divergentes, apontam para a entrada de uma nova e intensa frente-fria por volta do dia 30 ao Estado. Além da chuva em todas as localidades, a temperatura pode cair bastante, com a sétima friagem de 2008 no sul da Amazônia.

Dados: INMET – REDEMET – SIVAM – CPTEC/INPE
Fonte: De olho no tempo

 

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